quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Mãe solteira

Que difícil dever ser descobri-se mãe mas sem ter um pai.
Me sinto sozinha, tendo teoricamente um pai. Imagino quem não tem.
Ele tem compromissos de segunda a segunda, diz que está fazendo o que mais ama e que isso vai aumentar, então eu que me vire.
Essa suposta solidão, falta de um companheiro me entristece. Deus fez o homem e a mulher para juntos formarem uma família; não fez o homem para procriar e a mulher para se virar e dar conta de casa, trabalho e familia.
Alterações hormonais pouco importam. É tudo frescura na ótica masculina. Há sempre um mundo prioritário.
Pois é, pelo menos há os cães que compartilham comigo as alegrias e angústias. Que se desesperam enquanto eu choro e que se mostram extremamente alegres com a minha chegada.
Pobre da mãe que não tem cachorros para fazer-lhe compania.

Quando a mágica vida se inicia

Descobri-se grávida é algo incrível. Não dá pra descrever o que senti. Parece que o universo olha pra você e te diz, com uma voz muito suave: "Olha, você foi escolhida."
Senti uma alegria tão grande tomar conta de todo o meu ser e um medo de que algo desse errado.
Durante boas semanas o medo sempre predominou.
Me policiei em tudo, cada passo era cauteloso, até meu andar ficou mais lento. Ai que medo de machucar o que eu mais amava. É incrivel, mas no mesmo instante em que descobre-se grávida, você também descobre-se capaz de amar algo que nunca viu no mesmo instante.
Como muitas grávidas, fiquei estremamente irritada com o papai. Nossa, ainda estou.
Mas hoje, batendo a porta da 11ªsemana, estou bem mais segura e tranquila.