Estou com 5 meses de gestação.
A cabeça parece um turbilhão: alegrias extremas, choros magoados, preocupações...
Dizem que você entra na maternidade uma e sai outra, sai mãe. Sempre acreditei que antes de você ter filhos você tem nome, individualidade, tipo eu sou a Karen e ponto. Depois, você vira a mãe de alguém. Sou a mãe do Raul. Isso deve ser extremamente emocionante e irracional. Acho que as mulheres não se dão conta disso enquanto simplesmente vivem. É um orgulho ser mãe.
"Oi, você é a mãe do Raul? Prazer, eu sou mãe do Ciclano. Seu nome é?" "Ah, me desculpe, eu me chamo Fulana." A gente não esquece de dizer o nome quando se apresenta à alguém, mas as mães cheias de orgulho de seus filhos nem lembram que tem nome. Só dizer sou mãe de alguém e pronto, basta.
Hoje me sinto uma pipoqueira. Meu Raul pula igual pipoca dentro de mim, e eu amo isso. Adoro deitar e ficar sentindo cada movimento, cada pirueta, cambalhota ou chute que ele dá. É uma sensação que por mais que eu tentasse, não conseguiria expressar. Acho que vou sentir falta disso, mas por outro lado não vejo a hora de tê-lo em meus braços, de olhar nos seus olhos, de ganhar um sorriso... Nossa,deve ser fantástico. É, acho que é por isso que as mulheres deixam de lado seus nomes e ficam vislumbradas com uma palavrinha tão pequena: mãe.