" A fé move montanhas" , já ouvimos muito essa frase.
Mas quando eu, em meu mundinho, penso em fé, não sei dizer se é uma coisa que eu tenho ou se algo que faz parte de mim.
Nasci de uma mistura de povos: africano, italiano, índio e português. Cresci sobre a luz do catolicismo: meus avós maternos eram muito religiosos e íam a missa todo domingo. Muitas e muitas vezes, inclusive, fomos juntos. Fui batizada e fiz a primeira eucaristia. Só. Parei com a igreja durante bons anos da minha vida.
Minha avó paterna era espírita, me benzia de vez em quando, mas fazia todo ano a novena de São Roque.
Meus pais nunca me cobraram nada. Deixavam o barco seguir. Minha mãe me ensinou a rezar o Santo Anjo toda noite antes de dormir, pedir que as Almas Santas Benditas protejam a nossa casa, um Pai Nosso e Amém. Depois de grande ela me trazia um santinho ou outro, uma oração ou outra com pedidos de proteção e sempre fala: "tenha fé" "tem que ter fé e acreditar em Deus". Nos momentos de maior desespero é pra minha mãe que eu apelo: "Mãe, por favor, reza porque a Bidu não tá conseguindo fazer o parto!" E quinze minutos depois o telefone toca e o pai orgulhoso me diz: "Nasceu!" " Mãe, meu cachorro tá internado, tá no balão de oxigênio..." "Ai, tenha fé, mas vá se conformando, peça pra São Roque..." E depois de muitas orações, velas e uma promessinha, hoje o dog anda, corre, pula e dá muitas alegrias ao meu coração.
Meu pai me ensinou a acreditar em tudo. Tenho foto da primeira eucaristia dele. Tenho o baralho de tarô que era dele. Aliás, ele é Cristão, foi Maçon, tinha uma pirâmide em casa, falava sobre disco voadores, sempre disse que as palavras tem poder, ía na cartomante de vez em quando, fez o curso do pró-vida, gosta das reuniões da seicho no ie, sempre foi benzer e quando eu queria montar um jogo que tinha como tema a Cabala ou os Drúidas, era ele a minha enciclopédia espiritual.
Durante muitos anos abandonei a Igreja. Sinceramente, não gosto da instituição, da roubalheira, da hipocrisia que muitas vezes vejo. Mas agora me faz bem ir a esse templo ao qual cresci. Muitas vezes as músicas me enchem os olhos porque lembro do meu vô Chico e seu timbre grave, balanceando o corpo e cantando. O som do sino também me comove; acho bonito, me lembro das Festas de Agosto e o sino tocando...
Acredito em tudo. Em Papai Noel, Saci Pererê, Fadas, Duendes, Anjos, Deus...Porém a fé mesmo me atinge nos momentos desesperados, na dor, na agonia. Sinto minha fé também quando me deparo com uma procissão e rezo um pai nosso e olho nos olhos do santo/a.
Dizem que a a fé move montanhas, eu não sei porque não a convoco a todo momento, todo dia. Não a sinto todo o dia aqui em mim, assim como não sinto o sangue correndo em minhas veias mas sei que ele faz parte de mim. Porém sou uma pessoa de fé. Acredito. E em alguns momentos sou abençoada por essa palavra tão pequena e grandiosa: fé.
Acredito em tudo. Em Papai Noel, Saci Pererê, Fadas, Duendes, Anjos, Deus...Porém a fé mesmo me atinge nos momentos desesperados, na dor, na agonia. Sinto minha fé também quando me deparo com uma procissão e rezo um pai nosso e olho nos olhos do santo/a.
Dizem que a a fé move montanhas, eu não sei porque não a convoco a todo momento, todo dia. Não a sinto todo o dia aqui em mim, assim como não sinto o sangue correndo em minhas veias mas sei que ele faz parte de mim. Porém sou uma pessoa de fé. Acredito. E em alguns momentos sou abençoada por essa palavra tão pequena e grandiosa: fé.
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