quinta-feira, 7 de abril de 2016

Ser mãe e ser só

Pensando profundamente é impossível ser mãe e ser só, porque a partir do momento em que virei mãe nunca mais fui só, agora sou nós: sinto por eles, choro por eles e me alegro por eles.
Mas essa frequente ausência do Mário me fere, dói. Estamos de novo há 5 dias sem vê-lo.
Ele está trabalhando, mas pra mim é muito difícil.
Isso enfraquece meu casamento, mas me fortalece como mulher, porque sozinha dou conta de cuidar das crianças. Me fortalece mas é pesado. É difícil ser responsável pela integridade física e emocional dos dois sem ter com quem dividir.
Os dentinhos da Ana estão nascendo e ela tá indo pra terceira noite de febre. Ontem dei tylenol as 3h00 da manhã de novo e fiquei pensando se já poderia repetir porque havia dado as 19h00. Mato aranhas, faço comida, dou comida, dou carinho, cuido da roupa e se eu ficar listando não vou parar tão cedo.
É chato e triste ser sozinha pra decidir e resolver tudo.
Não casei pra viver assim. Não é esse o modelo de família que quero pra mim.

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