Me sangra o peito.
Dói.
Dói muito.
Não só a alma.
Dói a carne.
Dói o músculo que pulsa.
E tudo enrijece;
Os ombros pesam,
Os olhos incham,
O esqueleto não quer sair da cama.
Mas depois da noite,
Quando a luz vem cobrar a existência,
Os gestos precisam ser calmos
Nulos,
Indiferentes ao peito sangrando.
E assim espera-se que mais uma noite venha
E sem lua,
Pra lembrar que o momento é de escuridão.
De solidão.
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