terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Papai Noel e seus presentes



Amo Natal! Em outubro já começo a contagem regressiva pra poder enfeitar a casa: é só esperar passar o dia dos mortos e pronto, dia 03 de novembro é o dia oficial de montar a árvore e colocar todos os Papais Noéis a vista.
Este ano eu tava com aquele barrigão, mas dia 03, subi escada, mexi no armário e com ajuda de Raul enfeitamos a casa. Nossa árvore tá linda, em alguns galhos as bolas parecem um cacho de uva porque o filhão pos 3, 4 bolas juntas. Algumas pessoas que viram tentaram mudar : " Ai, assim não pode, tem que ser uma em cada galho." Mas sabido como ele só, Raul nem ligou, só dá ouvidos à mamãe e se ela deixou... então pode!
Desde que soube que estava grávida eu falava que a bebê ía nascer perto da época do Papai Noel. Depois de um tempo, comecei a falar pro Raul que a irmã era um presente que íamos ganhar; um presente dos céus.

                              

Então, o Natal começou muito cedo aqui em casa.
Dia 19 de novembro chegou o primeiro e mais importante presente: a irmã. Raul a adora, é lindo de ver! "Amo você minha bochechudinha linda!" "Irmã, você é uma bonitinha!""Aninha, Aninha, lindinha!" E assim vai.
Há umas duas semanas, o telefone tocou de manhã. Raul saiu correndo pra atender falando: " É o Papai Noel, é o Papai Noel!" Ele atendeu e realmente era; o bom velhinho tava dizendo que ía trazer a piscina, pra abrimos o portão. Ficamos animados, esperando e de repente chegou uma pick up com a piscina! Os dois moços (muito simpáticos) colocaram a piscina no chão; um até falou que foi o Papai Noel que mandou entregar. Mas como o olhar de uma criança é sempre de raio X, Raul falou: " Mãe, eles estão usando tênis!" Gente, como pode um ajudante de Papai Noel usar tênis? Eles usam botas! E justo no dia em que vem à minha casa estão de tênis! Mas como tudo tem uma explicação, me lembrei que eles estavam disfarçados, afinal, se as crianças descobrissem que eles eram ajudantes de Papai Noel, não os deixariam em paz, íam querer seus presentes; e Raul só tava ganhando a piscina adiantado porque não cabia no saco do Papai Noel uma piscina daquele tamanho!
Puro e inteligente como ele só, Raul desde o começo pediu de presente um carrinho de mão. Oras, vejam só, um carrinho de mão pra criança não é a coisa mais simples de se achar. O Papai Noel procurou, procurou, até que achou, mas de plástico e com uma cachorra como a Magrela, ele sabe que um carrinho de mão de plástico duraria poucos dias. Então, mandou os duendes confeccionarem um especial pro filhão. 
"- O que você quer ganhar do Papai Noel? "
"- Um carrinho de mão."
 Daí, todo mundo achava graça, ria e falava: " Um carrinho de mão!" Até que um dia, o Dani, tio do Mário, perguntou o que ele ía ganhar, esperando ouvir "carrinho de mão", mas sabiamente ele respondeu:
"- Uma irmã!"
Esse foi o presente mais lindo que já ouvi uma criança dizer que quer ou que vai ganhar. Lindo, lindo, lindo!
Passado esse episódio, irmã nascida, piscina no quintal, nesta semana, teve uma "chegada do Papai Noel" e Raul foi ver e falar com o bom velhinho. Até esse dia, toda a correria e preocupação com o carrinho de mão AZUL que ele queria estava sob controle, afinal, demos um jeito e o carrinho artesanal estava sendo confeccionado. Mas, meu menino de ouro, como é uma caixinha de surpresas, pediu ao Papai Noel um carrinho de mão VERDE.
O QUE??? 
Até ontem era azul e agora é verde!
Não , não , não... não se pode fazer isso com Papai Noel! Tantas crianças pedindo presentes e uma delas resolve mudar a cor do presente difícil pacas de achar praticamente há 10 dias do Natal! 
Sorte que o Papai Noel é um velhinho e, as vezes, a memória dos velhinhos falha, então, ele pode não se lembrar no dia se era verde ou azul e acabar trazendo o azul mesmo!

                                    

Este Natal é mais do que especial: ganhamos a Ana, nossa querida princesa, e é o primeiro Natal onde a fantasia saiu do meu coração e passou a reinar no nosso lar. Desejo, de toda a minha alma, que isso dure pelo menos mais 15 anos! Porque Natal é época de MAGIA e fantasia, e eu, amo muito tudo isso!!



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Pérolas

Há um ano Raul formulou sua primeira frase; foi pro Erick. Ele disse: " Mamãe, papai Noel, telhado." Estava contando que eu havia subido no telhado e colocado o Papai Noel lá.
Acordei pensando nisso hoje e como as coisas passam num piscar de olhos.
Ontem, eu deitada na rede, fiquei no mínimo meia hora ouvindo ele inventar histórias de menino que voa, que cai, que isso e aquilo. Ele fala, faz expressões com o rosto, gesticula, cai no chão... é demais!
Quando não entendemos alguma coisa que ele diz e perguntamos ele se irrita e diz: " To falando FOR TE!", tentando dizer mais alto. Sempre digo que não precisa, que é só repetir que eu entendo. Daí ele repete, não muito contente.
Ele puxa o R de um jeito muito lindo de ouvir, parece um alemão falando Branco ou coisa do tipo. "Mecânico" é outra típica palavra que faz cócegas no ouvido, fala uma coisa do tipo mecánico.
Teve um tempo que virou febre dizer isso é de homem ou isso é de menino. Não sei como nem porque isso começou, mas eu acho o máximo algumas sacadas dele. É claro que muitas coisas tenho que dizer que tanto faz, que não é assim e etc, mas algumas pérolas adoráveis são:

 eu: "- Meu tesouro!"
ele " - Minha tesoura!"

eu: " Te amo!"
ele: "Te ama!"

" Minha bochechuda linda!"

" Mamãe Karen!"

" Mamãe Petoca!" risos

"Minha Magrelinha!"

Não sei como ele saca o feminino e masculino nas palavras, mas é demais.
Outra coisa que ele faz com muita habilidade e naturalidade é compor músicas. Pega seu violão ou guitarra e sai: " O papai foi trabalhar em Pipinas..." " O carro é azul, é azul, é azul..."
" A irmã tá dentro da barriga. Eu cresci dentro da barriga e agora to crescendo aqui fora. Eu quero crescer dentro da barriga agora mamãe.(...) Eu sou grande (com sotaque alemão). Sou um menino muito grande." 
"Mamãe, porque a irmãzinha chora? unhé, unhé..." (eu: porque ela é uma bebezinha e os bebes não sabem falar, quando ela nascer ela só vai saber chorar e ficar observando as coisas. Você vai ensinar ela a falar.) " Ela vai ficar olhando assim? ( e remexe os olhos)" (eu: e quando ela chorar, filho, o que você vai fazer? Vai dar um beijinho pra ela parar?) Daí, ele começa a me beijar, como vai fazer com a irmãzinha. Não é demais??
Esse desenvolvimento verbal, do pensamento é fascinante. É incrível pensar que um ser, de apenas 2 anos de idade, seja capaz de tanto raciocínio.
Fico encantada e babando, pensando de onde vem tanta habilidade pra criar!


sábado, 8 de novembro de 2014

Nunca foi tão gostoso esperar por alguém!




Essa espera que não tem dia nem hora pra acabar é uma delícia. E justamente por não ter uma data para o fim é que é tão gostosa.
 “ - Quando ela vem?”
 “- E aí, nada hoje?” 
“ – Sem novidades?”
Diariamente alguém liga, manda mensagem.
Acredito que esta é uma das expectativas mais gostosas da vida: quando outra vida vai chegar aqui no nosso mundinho. Não consigo imaginar como é pensar: dia tal ela vai nascer; pronto, vou ao hospital, fazem uma cirurgia, tiram a bebê de mim e tá tudo certo.
A cesárea agendada pra mim é como uma eutanásia, só que ao contrário. Assim como ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, nenhum ser deveria ter a presunção de trazer alguém à vida. O nascimento é um momento mágico, raro e precioso, por isso essa espera é tão gostosa.
O dia da nossa morte ninguém sabe. O dia do nascimento deveria ser assim, um direito do bebê escolher o dia que ele sairá do ventre da mãe e receberá as boas vindas de todos.
A espera da chegada do Raul foi diferente. Ele tava morrendo de pressa de sair, aliás, saiu antes da data indicada (Raul nasceu com 37 semanas e 5 dias). Mas foi por escolha dele também. Acordei, fui ao banheiro e quando voltei pra cama a bolsa estourou. Ele decidiu nascer dia 23 de fevereiro de 2012. Não fui eu, nem o médico, nem ninguém, Raulzinho estava farto do ventre e queria nos dar o prazer do seu olhar logo.
Agora com a Ana tá sendo diferente. Já completei o tempo indicado (38 semanas) e ela tá super tranquila e curtindo o “forninho”. Ta crescendo, ficando bem madurinha pra sair. Eu to adorando isso e espero que ela vá até dia 22 / novembro pra ser sagitariana. Mas se ela decidir vir antes, também, tá tudo certo. Ela vai estar bem madura, seu quartinho já está pronto, a mala da maternidade também e nós estamos aqui só na espera. Eu realmente quero que ela fique mais umas duas semanas, porque esta é minha última gestação (pelo menos eu acho) e eu to curtindo o barrigão. Não inchei ainda e só agora meu rosto começou a mudar. Então pra mim tá tudo ótmo. Ela que venha a hora que quiser.

Estamos esperando; ... sonhando; ...  pintando barriga, desenhando flores no quarto. E esta é a espera mais deliciosa que já vivi, pois será um dia cheio de surpresas e alegria quando ela se findar.








E Raul, como fica nessa?
Raul tá curtindo, pede diariamente pra fazer "pum" na irmã. Acho que ele não sabe ao certo o que é uma irmã, mas sabe que algo muito precioso esta pra acontecer, pois eu sempre falo que ele vai ganhar um presente dos céus: uma irmã, que vai ser sua companheira por toda a vida. Vão brincar juntos, dormir juntos, crescer juntos. E isso, não tem dinheiro no mundo que pague. 
Viva Raul e a irmazinha!!!





quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Frase do dia

Nós dois, no banho, daí ele fala:
" - Piiita! Você tem piiita.  Porque você não tem pim, mamãe?"
"- Porque eu sou mulher e as mulheres tem piriquita e os homens tem pim."
"- Põe um pim mamãe, põe!"
"-  Não dá filho, a mamãe tem piriquita."
"- Poe um pim mamaae!!"
" - Filho, se eu tivesse pim eu seria seu pai, não sua mãe!"
E fim de papo!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Conta a história do ...

Raul agora tá numa fase de querer ouvir histórias deliciosa.
Outro dia estávamos sentados no tronco perto da fogueira e ele pediu: " Mamãe, conta a história do menino que sentava perto da mãe dele."



Agora, sempre que sai do banho e chega no quarto pede: "Mamãe, conta a história do pacotinho!"

Então, vou registrar minhas duas invenções, pra ter como relembrar depois.

" O Pacotinho"

Era uma vez um menino chamado Raul. Sempre que ele tomava banho e sua mãe o enrolava na toalha, ele virava o pacotinho.
O pacotinho era muito espuleta. Quando a mamãe o deitava na cama, ele rolava de um lado para outro, pulava um pouco, ria bastante e depois ficava bem quietinho.
Então a mamãe colocava sua cueca - o pacotinho não usava mais fralda pra dormir- (Raul ainda usa, mas digo isto para estimulá-lo), a calça e a camiseta de pijama, ele dava um beijo na mamãe (nesta hora a mamãe ganha um beijo bem gostoso do Raul), a mamãe dava um beijo nele e ele dormia bem gostoso, pois sabia que no dia seguinte ía andar de bicicleta, de skate, jogar bola, montar quebra cabeça, brincar com a Magrela e quando o dia acabasse, de novo ele iria aparecer depois do banho do Raul.
E esta história entrou por uma porta e saiu pela outra e quem quiser que conte outra.

"O menino que gostava de sentar no tronco com a mamãe"

Era uma vez um menino de ouro.
Ele era muito inteligente e tinha os cabelos amarelos que brilhavam como o sol.
Um dia ele ganhou uma bicicleta que tinha banco e saiu andando sem parar ( quando Raul ganhou essa bike, sua frase foi: "agora tenho uma bicicleta com banco", pois na outra não conseguia sentar).
A mamãe do menino de ouro ficava sentada no tronco olhando ele andar de bike. Quando ele cansava, sentava ao lado dela e queria ouvir uma história.
Logo que a história terminava, ele subia na sua bike e dava uma volta bem grande, correndo pelo cimentado, até que chegava de novo na mamãe  e pedia uma história.
                                                                              Fim

Só contei essa historinha umas 20 vezes. E a do pacotinho, ainda conto, reconto e conto de novo antes de dormir.

Fim

terça-feira, 22 de julho de 2014

labuta



"Obrigado pela vida, mamãe!"

     Já trabalhei muito com crianças.Em creche, em hotéis, acampamento, festas etc.
    Criança pequena nunca foi meu forte porque eu gosto de conversar, falar e ouvir, e bebês não falam, então, me davam sono.
    Hoje Raul tem 2 anos e 5 meses e fico impressionada com algumas atitudes e conversas dele. Eu não fazia idéia do que uma criancinha de 2 anos era capaz, hoje, faço menos ainda.
Muitas coisas são engraçadas, como cantar " seu lobo está" e ele perguntar se é o lobo dele e mais tarde ainda cantar "...o lobo do Raul está escovando os dentes!" "Os dentes", todos se impressionam porque ele fala as coisas do plural no plural; nunca vai escovar o dente, sempre os dentes. E é lindo ver um cotoco de gente falando assim!
    Decifrar o que se passa numa cabecinha com 2 anos de experiência é tão difícil quanto descobrir a fórmula do amor. Mas, cada dia é uma surpresa, uma feliz surpresa e a de hoje foi demais.
     Primeiro, na cama , ele pediu pra eu comprar bolo na caixa (ele ama bolo, mas tem que ser os de festa, por isso, na caixa, já que a madrinha traz sempre na caixa pra ele). Aí eu fui ao supermercado e quando voltei ele veio correndo me abraçar e disse: " Obrigado pela vida, mamãe!" Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, é demais. A tarde ele voltou a repetir isso e me enlouquecer de tanto amor e orgulho e sei lá o que mais que toca o coração essa hora. 
     Raul é meu menino de ouro. Cabelos dourados, coração gigante, inteligencia, bondade, alegria até na hora da vacina, tranquilidade, não dá enumerar. São muitas, muitas qualidades num só garoto. Tá bom, eu sou mãe, não vale, mas eu trabalhei com criança de tudo o que é tipo e sempre falo que essa foi minha recompensa por ser boa com elas, Deus me presenteou. 
     E quando falo da irmãzinha? Ah, é inacreditável, mas é só eu falar que ela está mexendo que ele vem correndo e quer beijar a barriga! " A irmãzinha vai chegar com o papai noel, né?!"  Eu falei uma única vez que quando enfeitássemos a casa com papai noel era que a irmã chegaria, ele gravou!
    Tá, este é o artigo mais baba ovo de filho que escrevi, mas ouvir "obrigado pela vida, mamãe" é muito pra uma mãe, ainda mais grávida.



  Te amo filhão, meu tesourão, meu amor! Obrigada por fazer parte da minha vida! É um prazer enorme ser sua mãe, querido Raul.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Primeiros Argumentos

Raul nunca foi chorão.
Até o 5º mês a regra era clara: em hipótese alguma ele podia chorar. Então, ao primeiro "hé", já tinha alguém em cima dele, pra ver o que era. Sim, foi um bebê super mimado nesse sentido.
Agora descobriu o que é o choro e as vezes até paro para ouvir, rir e esperar ele abrir aqueles olhos sem lágrimas acompanhando um biquinho lindo. Daí, quando ele me vê, ali, assistindo ao seu teatro, ele ri. É incrível, mas já sabe que com a mamãe, não dá tentar um choro falso.
Hoje, tomando banho com o Mário, ele disparou a chorar. Mas chorou sentido, sem parar, por uns 10 minutos. Entrei no banheiro, perguntei o que havia, o tirei de lá, ele quis voltar, foi pro chuveiro de novo, queria que eu entrasse, eu entrei, ele saiu, eu continuei. Tudo isso aos berros. Muito choro. Daí eu comecei a cantar e devagar foi passando. O Mário não notou nada, não conseguimos identificar o que havia ocorrido.
Como de costume, depois do almoço, eu e o filhão demos aquela cochiladinha... Depois que acordamos, ainda na cama, ele olhando pras minhas fotos e do Mário, disparou:
-  Papai tá bravo. O Raul chorou.
- Porque você chorou, filho?
- Unhé, unhé, eu chorei assim. Papai pos o sabonete.
- Você chorou por causa do sabonete? Você não queria sabonete?
- Eu chorei, chorei. A mamãe falou: o que está acontecendo (ele disse isso com uma voz mansinha, ai que fofo), o que houve filho. E eu chorei, chorei, Unhé, unhé. O papai tá bravo.
- Já ta tudo bem, querido. O papai não está mais bravo. Já passou.  Você precisa contar pra mamãe quando acontece alguma coisa, ta?!
O Mário realmente ficou bravo com o choro incansável. Mas o Raul nunca tinha feito isso. E muito provavelmente minha paciência com o filhão o ajudou na irritação.
Tudo bem, passou.
Agora a noite, depois de toda a rotina, ele quis que eu ficasse com ele na cama. Subi na cama, bati no bumbum, contei história, rezamos, bati mais no bumbum, ele pediu a coberta, ficou com siricotico e avisei: "Se falar de novo eu saio do quarto, daí só abro a porta depois que você dormir!" Ah, ele não resistiu: blá blá blá.
Saí do quarto.
Começou a choradeira.
Depois de uns 10 minutos eu não aguentei e fui lá. Abri a porta com força na maçaneta e disse, no escuro:
- Mas o que é que tá acontecendo aqui?
E antes que eu continuasse, ele levantou a cabeça e falou:
- Eu to chorando!
Disse essa frase sem nenhum solucinho, como já esperasse pela pergunta e tivesse com a resposta pronta, na ponta da lingua. Quase casquei o bico, ali, na frente dele. Mas não podia, estava brava.
- Eu fiz um combinado com você e você não cumpriu. Por isso eu saí. Agora tá com a camiseta toda molhada!
- Tem que trocar.
- É, eu vou trocar, você vai virar de lado e dormir.
Pus outra camiseta, Apaguei a luz, ele se enrolou na cobertinha e disse:
- Bate mamãe!

Quero ver resistir!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um cachorro ou um tatu?

Negão e Zac, quando moravam na cidade
Todo mundo acha lindo um cachorro peludinho, bem cuidado, com cara de ursinho.
Bem, tenho dois desses! O Negão, meu mais velho, é o líder. Foi o primeiro a nascer e o primeiro a me enlouquecer com problemas de saúde. Logo no seu primeiro banho, me ligaram dizendo para ir busca-lo: saia sangue de sua boca, tinha tido uma parada cardíaca... só zica. Era um sábado, em uma cidade escassa de recursos, levamos ele pra São Paulo, onde ficamos até quase a meia noite e só pude trazê-lo assinando um termo de responsabilidade. Seu estado era gravíssimo (bem, deixamos quase as calças lá). Tudo passou: uma ou duas semanas de soro pela manhã e a tarde, uma radiografia indicando liquido no pulmão. Meu Negão superou tudo isso. É um forte! Este ano já deu trabalho de novo, tava com a respiração esquisita e eu quase nada preocupada o levei ao veterinário: o coração estava inchado. Nada de ração, só arroz com carne, anti-biótico, etc, etc...  “Sarado” , semanas depois começou a vazar um líquido da sua perna: um berne, bicheira, mordida de aranha? Não, talvez uma mordida do Zac, que inflamou. E por falar em Zac...
Zac era meu loiro até chegar o loiro original (Raul). O mais novo da ninhada, era o único que a Morgana (mãe dos dogs) permitia entrar no nosso quarto. Eu sempre o quis, principalmente por ela o querer. Zac é o típico cão fiel: não sai de casa (quando ele está sozinho olhando pela janela, com certeza é porque o Negão tá na rua), me segue onde estou (banheiro, quarto, cozinha...), em uma discussão de casal ele nunca me abandona (está sempre atrás das minhas pernas), enfim, um exemplo de lealdade.

Os três na janela, esperando visita

Parceiros descansando
Nossa vida era assim: dois cães fofinhos e mimados, até sermos adotados pela “sem raça definida”.
É, por uns 15 dias expulsamos o cachorro que apareceu no quintal. Mas não resolveu. Um belo dia, um pouco embriagado, o Mário falou que devíamos ficar com ele. Não pensei duas vezes: se for fêmea, ela é nossa! E bingo: era menina! Eu já tava com o coração partido porque ela dormia atrás do galinheiro, pra se esconder da gente. Então, nem adiantou argumentações de um sóbrio: a palavra dita não volta atrás. Ficamos com ela.
Magrela era filhotona, devia ter uns três, quatro meses. Magra de aparecer as costelas, tinha alguns carrapatos enormes, de dar nojo e dó. Alimentamos, castramos, a amamos também. De vez em quando eu não resisto e deixo ela entrar e dar uma dormidinha na cama dos meninos!
Mas ela, vira latona que é, é terrível. Tem uma energia inesgotável, come tudo (sapatos, roupas, brinquedos, até latas de cerveja!), rouba os ovos das galinhas, pula em todo mundo que chega, quer brincar de morder... ai, é uma arteira!
Magrela é livre, gosta de ficar no meio do mato alto, de ficar gosmenta com o óleo do capim, de correr feito louca pelo quintal, pela rua, pela vizinhança... Mas é fiel, também. Onde vou, ela vai. E as vezes vai na louca, correndo, tenho que segurar o Raul, porque senão ela derruba mesmo!

Operada, recebendo cuidados especiais

Queridona
E o Raul? Ah, ele desde bebê brincava com o Zac, que trazia a bolinha pra ele. A primeira coisa que ele aprendeu a falar foi: “au, au”, ou seja, ele latiu antes de falar. Mas agora, Magrela é sua adoração. Não falava nem Zac, nem Negão (até hoje ele não fala Negão, chama ele de Tontão), mas Magrela aprendeu a chamar rapidinho. Ele senta em cima dela, deita, deixa ela engolir sua mão, braço.... Magrela é sua adoração.
Hoje, tentando tirar foto de um passarinho, ela me seguiu. Me seguiu, se enfiou no mato e não saía mais. Daí eu comecei a chamar, olhar pro meio do matagal e, a principio, achei que era um pintinho porque as galinhas sempre estão botando no meio do mato. Abaixei-me e lá estavam aqueles olhos negros, arteiros: Magrela estava deitadona como se fosse num ninho feito pra ela.

close no buraco de tatu

Olha o buraco!!


Daí me pergunto: será que ela é um cachorro ou um tatu?


Eu e meus 4 amores! (o quinto tirou a foto)


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Meu bebê cresceu




         Dois anos se passaram...
         Passaram não, voaram.
        Raul fala, corre, anda, dança, brinca, agarra os cachorros, escolhe o que vai por nos pés, que camiseta vai vestir ... nossa, quanta coisas dois anos não trazem!
        Toda a insegurança da inexperiência, aquela troca de achismos que outrora aconteceu aqui neste blog, voou. Passou rápido como um relâmpago! Hoje temos certezas: “puts, com certeza eu errei aqui” “puts, com certeza deveria ter feito assim ao invés de assado” “ah, com certeza eu acertei fazendo isso”. E assim a vida vai passando, de repente não somos mais mães de primeira viagem e temos uma bagagem (embora pequena) que já dá pra apontar erros e acertos para as mães mais novas e tentar repetir a dose ou corrigir.
        Meu bebê cresceu. Na hora de dormir se ele encanar com o pijama de carro, já tenho que saber que no dia seguinte, a roupa tem que ter carro, ou ele vai passar o dia de pijama. Se for a camiseta do São Paulo, é ela que ele vai usar, pode estar o sol que for e a maior suadeira. As vezes ele encana no crocs e não quer por outra coisa de jeito nenhum. As vezes é a meia que tem que ser a preta, o tênis o coloridão, e por aí vai. Francamente, eu nunca imaginei que bebês tivessem escolhas, mas sim, eles tem, e nós, na maioria das vezes, permitimos que eles escolham.
        Agora já conseguimos identificar vários traços da personalidade. Raul é quieto, é na dele. Ele é uma criança muito de paz e muito, muito feliz. Quando saímos, ele corre, brinca, se diverte, mas fala pouco, ou quase nada. Porém, basta entrar no carro e virar a chave, que a matraca dispara e a falação vai até chegar em casa! Eu acho demais!



        Outra qualidade maravilhosa é que ele é muito alegre! Eu nunca o vi de mau humor! Ele tá sempre rindo, de bem com a vida, dançando e cantando. Ai, tudo bem, é babação de mãe, mas ele é demais!
        Fazer escolhas, cantar obaldi obladá sem parar, dançar quando fica pelado, comer sozinho... essas coisas só o tempo traz. Ai, e ele passa tão rápido, que se eu pudesse, pararia agora em 2014 e não permitiria mais que o tempo corresse.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Dia de Chuva

ciscando no mato molhado


Dia chuvoso aqui nas Terras de Francisco.
Acordamos com ela, que há tempos não aparecia, a chuva.
Logo cedo as galinhas já se banhavam nas águas que caiam do céu. Magrela, a cachorra, também. Corria feliz pelas terras vizinhas, onde o mato está alto.
A chuva caiu como uma benção: os pássaros, silenciosos na hora das águas, agora cantam mais alto; as mudas do pomar, que pareciam tentar esticar-se para alcançar as gotas mais rápido, agora parecem mais verdes e dispostas; o galo, que cacarejou como nunca, agora cisca feliz com suas galinhas pela terra molhada; enfim, a terra está feliz.
E nós, bicho homem, ficamos dentro de casa, amuados, com preguiça até de olhar pela janela e ver quanta alegria as águas dos céus trazem ao nosso quintal.
Raul, ah, esse que não foi completamente castrado e ainda faz parte do mundo dos céus e da natureza. Ele também, adorou a chuva! Tá lá, colocando os carrinhos nas poças entre a lama.

pondo o caminhão azul na lama



Feliz aquele que, assim como o Raul, tem um hoje um pedacinho de terra pra fazer lama e sujeira, pra sentar ouvir o canto dos pássaros, que pode jogar bola dentro de casa e tem um colo cheio de chamego esperando, pra quando o sono e a preguiça chegar.

Blog "Nas Ondas da Maternidade"

Este é meu terceiro ou quarto blog.
Consegui importar arquivos de blogs antigos, eram só 2 ou 3 de cada um, mas no que mais escrevi, perdi a senha e foi impossível importar o blog inteiro.
Quando Raul nasceu decidi escrever mais, pra ter como registro, pra dividir. Daí criei o blog nasondasdamaternidade.blogspot.com. Convidei mais duas colegas, mães novas também, para escreverem. Acontece que no fim, a mulherada com a alma sensível, se doía com comentários e fomos perdendo a vontade de escrever. Ou seja, outro blog aposentado por invalidez.
Voltando a escrever nestas terras franciscanas, vi que poderia copiar tudo pra cá. Mas como não entrava há muito tempo, meu email foi cancelado e a importação do blog por inteiro tornou-se impossível. Então, copiei, texto por texto, pra ter guardado aqui e porque é gostoso reler o que já foi relido 500 vezes.
Agora, seguem só novos texto. Novas histórias.

Criação com Apego / Attachment Parenting -texto 11 blog nas ondas da maternidade



Quando cheguei ao hospital com a bolsa estourada, me colocaram em um quarto onde não podia entrar a família. Estava eu lá, desanimada porque queria o Mário comigo e quem estava deitada na cama ao lado era Cristina. Em sua terceira gestação, Cristina estava sozinha com sua bebê no ventre. Não havia ninguém nem na sala de espera aguardando notícias.
Raul nasceu primeiro, de cesárea, e depois de pouco tempo veio ao mundo Luana, filha de Cristina, de parto normal. Enquanto sofríamos com as dores do parto, a falante Cristina me contou que tinha mais um casal, que o primeiro foi cesárea mas o segundo foi normal e ela esperava ter normal de novo.  A família morava em um sitio, na divisa entre São Roque e Araçariguama e o pai do menino (filho mais velho) não via a criança (com uns 8 anos, se não me falha a memória).
Fui para o quarto, rezando pra que não fosse a Cristina minha parceira porque ela “falava demais” (meu, eu tava morrendo na ocitocina, me concentrando pra não berrar, contando pra passar logo as contrações e ela no maior blá blá blá comigo!) Mas como Deus sabe muito bem o que faz, depois de um tempo chega ela e sua bebê pra ficar no leito ao lado. Meu Mário passou o dia comigo, recebemos visitas, o Raul tinha que ser acordado pra mamar, foi uma maravilha. Mas quando a noite chegou e eu tinha ao meu lado a minha mãe, o Raul deu o show: chorava que chorava. Eu, toda costurada, com medo de levantar por causa da rack, minha mãe chacoalhando o Raul de um lado para o outro e a Cristina, sem acompanhante, dormindo, roncando. Por volta das 3hs da manhã resolvi espiar o que aquela mulher, que mal tinha informação, não tinha nem email, estava fazendo pra dormir tão tranquilamente com sua bebezinha: elas estavam dormindo juntas, a bebê não estava no bercinho, estava deitada ao lado da mãe. É obvio que eu copiei e conseguimos dormir nós três: eu, Raul e minha mãe.
Depois comecei a ler e percebi que Cristina estava praticando o co-leito e que sua prática era alvo de pesquisas há anos. A Criação com Apego, Attachment Parentig ou ainda Criação Intuitiva desperta a curiosidade de pesquisadores há mais de 60 anos e tem ongs e defensores de todas as nacionalidades que pregam sua prática. De todas as leituras que fiz (não foram muitas), o que mais me convenceu e impressionou é que eles simplesmente falam, nem que sejam em outras palavras: siga seus instintos. Conexão e equilíbrio são palavras chaves dessa “teoria”, que me causou curiosidade e causa tanta polêmica pelas diversas interpretações mundo afora.
São oito os princípios que norteiam a “Attachment”:
- preparar-se para a gravidez, parto e maternidade;
- alimentar com amor e respeito (fazer das refeições um momento de amor e conexão);
- responder com sensibilidade;
- nutrir através do toque;
- garantir sono tranquilo e seguro, emocionalmente e fisicamente;
- fornecer cuidado consistente e amoroso;
- praticar a disciplina positiva;
- buscar o equilíbrio em sua vida pessoal e familiar.

Dos oito, pra mim, os mais difíceis são os dois últimos. Equilíbrio em sua vida pessoal e familiar é o que muita gente busca, e isso é difícil pra caramba de se alcançar porque não depende de uma só pessoa e sim de um grupo que se dispõe, ou não, a alcança-lo. Praticar a disciplina positiva eu tenho treinado com meu trabalho com crianças, devido a aulas de filosofia e psicologia que tive e que descobri coisas incríveis a meu respeito e a respeito das outras pessoas. Raramente percebemos o quanto as palavras ferem. Chamar uma criança de burra, ou dizer que ela é isso, ou aquilo, é impor-lhe um adjetivo que ela vai carregar para o resto da vida e vai acreditar sê-lo. Chamar o capetinha de bonzinho, dizer docemente que não gostou de algo que te deixou irada e espera que não se repita, elogiar sempre e utilizar apenas adjetivos positivos, exige muita prática e atenção.

Hoje, vivendo um caso especial, eu e Raul dividimos a mesma cama. É uma delícia, é lógico, mas pretendo que ele vá para o quartinho dele (só não sei se eu vou conseguir deixa-lo lá, sozinho, mas isso é outra história). Carinho, colo, sling, massagem, isso tudo já esta incluso na nossa rotina. Fazer das refeições um encontro familiar também. Então me pergunto: será que é preciso teóricos falarem que respeitardar amorfazer apenas o que você gostaria que fizesse com você, é muito benéfico a bebês e criancinhas?
Cristina praticava o co-leito, as africanas, indianas que amarram seus bebês em panos os nutrem através do toque e, até onde eu sei, elas não são mulheres antenadas, estudadas, com acesso a internet e o mundo de informações a seu alcance. Porque será que nós, mulheres modernas, estudadas, curiosas e pesquisadoras muitas vezes julgamos nossos pequenos como se fossem um mini adulto e esperamos que eles saibam exatamente o que devem fazer? Será que nos distanciamos tanto dos nossos instintos que é preciso vir gente de fora pra dizer como agir com mais naturalidade?
Ainda bem que tem louco pra tudo nesse mundo, tem até gente dando nome à criação com apego. Assim, talvez tenhamos um futuro mais pacífico, com mais gente dando e recebendo amor, com mais respeito.

Este texto foi uma rápida reflexão, mas encontrei um mundo rico de informações e dicas no:

Desbafo2 / Agradecimento - texto 10 blog nas ondas da maternidade


Raul está prestes a completar 6 meses. Eu fico louca, encantada com o desenvolvimento dele, com a descoberta de cada coisa que pra nós, adultos, é tão simples.
            Hoje ele vira de lado, desvira, ri pra todos, sustenta o pescoço, ri quando está com muito sono e não quer dormir, chora, chupa as mãozinhas, vira o pescocinho de um lado para o outro, seguindo o movimento dos cachorros, por exemplo, segura o pipi, segura a orelhinha, levanta as duas perninhas e segura os pés, leva tudo o que consegue à boca e o mais incrível, que me enlouquece, é ver aquelas mãozinhas, com os dedinhos unidos como se fosse um mestre de karatê, indo em direção a um objeto que deseja pegar! Agora no banho ele resolveu que não quer mais ficar sentado, é melhor virar, ficar de bruço na banheira também, segurando bem firme nas laterais. Já é quase um nadador profissional.

O desenvolvimento humano me fascina! Pensar que passamos por essas fases também, que aos poucos conquistamos cada habilidade que hoje desfrutamos sem dar valor.
Na mesma época, no ano passado, eu ainda estava ansiosa pra saber se eu ía ganhar de presente um menino ou uma menina. Grávida, desfrutei de tudo o que podia. Quando não estava bem não ía trabalhar, não troca mais fraldas na creche, tomava sorvete diariamente, até feijão eu comia todo dia! (pra quem não sabe, eu não gosto de feijão). Eu lia sempre como estava o desenvolvimento do feto, cantava quando ele começou a ouvir, dormia muuuuuuuuuuuuuuito.
Eu ainda não era mãe de humano. Quando eu tiver outro bebê eu já serei mãe, mas com o Raul foi tudo novidade, tudo descoberta. Amei estar grávida. Amo ser mãe.
Logo meu pequeno vai começar a comer. É incrível pensar que até hoje eu lhe dei a seiva da vida! E olha que eu não imaginava como era amamentar. Amei amamentar e amo todos os momentos em que paramos  pra fazer isso. É delicioso!

As pessoas falam: “ah, agora é que vai começar a ficar gostoso, porque ele começa a se comunicar.” Assim como não conseguia imaginar a sensação que era amamentar, não consigo imaginar como é ficar mais gostoso, porque até agora, sempre foi delicioso. Cada olhar, cada sorriso, cada conquista é uma delícia!
Apaixonada por crianças eu sempre fui, mas nunca imaginei que sentiria essa loucura por alguém que há tão pouco tempo me fez perceber que o melhor da vida está acontecendo agora.
Obrigada aos Deuses, à Deusa, aos Anjos e a todos esses seres mágicos que habitam o Universo e que me abençoaram e abençoam todo dia com essa alegria que é ser mãe! Muito obrigada!

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  1. Que lindo, Karen! Eu tb amei ficar grávida, amo amamentar e amo ser mãe. Confesso que foi muito difícil até bem pouco tempo atrás, por causa das cólicas e da dificuldade com o sono (então concordo com as pessoas que falam que agora vai ficar mais gostoso). Mas tudo passa, e com amor a gente supera tudo. Mas discordo de uma coisa: entendi o que vc quis dizer, mas acho que sempre seremos mães de 1a viagem, pois sempre será uma descoberta! Ser mãe de uma menina será diferente, ser mãe de um outro menino também será diferente! Opa, será que já tô com vontade? rsrsrsrsr (o que noites bem dormidas fazem com a pessoa ... kkkk)
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    1. kkk, bom, se a vontade durar, temos que combinar "de novo" para os bebês nascerem juntinhos como os Rauls!!Vc tem razão, cada gestação é única assim como cada bebê é único tb.bj( o Raul acordou, fica pra uma outra hora o comentário)
  2. Que coisa mais linda esse post, e eu só li hoje! mas acho que era pra ter lido hoje, dia do sexto mesversário do Samuel... um dia que me fez repensar tudo isso... com certeza o melhor da vida está acontecendo agora, o melhor da vida vem acontecendo há 6 meses... e há 6 meses meu coração bate fora do corpo. Amei estar grávida, amei cada momento, amo ser mãe, amo cada dia, cada momento, cada sorriso, cada descoberta, cada carinho, amo amamentar... e nunca imaginei que seria possível amar tanto assim, ai ai.
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