Raul nunca foi chorão.
Até o 5º mês a regra era clara: em hipótese alguma ele podia chorar. Então, ao primeiro "hé", já tinha alguém em cima dele, pra ver o que era. Sim, foi um bebê super mimado nesse sentido.
Agora descobriu o que é o choro e as vezes até paro para ouvir, rir e esperar ele abrir aqueles olhos sem lágrimas acompanhando um biquinho lindo. Daí, quando ele me vê, ali, assistindo ao seu teatro, ele ri. É incrível, mas já sabe que com a mamãe, não dá tentar um choro falso.
Hoje, tomando banho com o Mário, ele disparou a chorar. Mas chorou sentido, sem parar, por uns 10 minutos. Entrei no banheiro, perguntei o que havia, o tirei de lá, ele quis voltar, foi pro chuveiro de novo, queria que eu entrasse, eu entrei, ele saiu, eu continuei. Tudo isso aos berros. Muito choro. Daí eu comecei a cantar e devagar foi passando. O Mário não notou nada, não conseguimos identificar o que havia ocorrido.
Como de costume, depois do almoço, eu e o filhão demos aquela cochiladinha... Depois que acordamos, ainda na cama, ele olhando pras minhas fotos e do Mário, disparou:
- Papai tá bravo. O Raul chorou.
- Porque você chorou, filho?
- Unhé, unhé, eu chorei assim. Papai pos o sabonete.
- Você chorou por causa do sabonete? Você não queria sabonete?
- Eu chorei, chorei. A mamãe falou: o que está acontecendo (ele disse isso com uma voz mansinha, ai que fofo), o que houve filho. E eu chorei, chorei, Unhé, unhé. O papai tá bravo.
- Já ta tudo bem, querido. O papai não está mais bravo. Já passou. Você precisa contar pra mamãe quando acontece alguma coisa, ta?!
O Mário realmente ficou bravo com o choro incansável. Mas o Raul nunca tinha feito isso. E muito provavelmente minha paciência com o filhão o ajudou na irritação.
Tudo bem, passou.
Agora a noite, depois de toda a rotina, ele quis que eu ficasse com ele na cama. Subi na cama, bati no bumbum, contei história, rezamos, bati mais no bumbum, ele pediu a coberta, ficou com siricotico e avisei: "Se falar de novo eu saio do quarto, daí só abro a porta depois que você dormir!" Ah, ele não resistiu: blá blá blá.
Saí do quarto.
Começou a choradeira.
Depois de uns 10 minutos eu não aguentei e fui lá. Abri a porta com força na maçaneta e disse, no escuro:
- Mas o que é que tá acontecendo aqui?
E antes que eu continuasse, ele levantou a cabeça e falou:
- Eu to chorando!
Disse essa frase sem nenhum solucinho, como já esperasse pela pergunta e tivesse com a resposta pronta, na ponta da lingua. Quase casquei o bico, ali, na frente dele. Mas não podia, estava brava.
- Eu fiz um combinado com você e você não cumpriu. Por isso eu saí. Agora tá com a camiseta toda molhada!
- Tem que trocar.
- É, eu vou trocar, você vai virar de lado e dormir.
Pus outra camiseta, Apaguei a luz, ele se enrolou na cobertinha e disse:
- Bate mamãe!
Quero ver resistir!
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Um cachorro ou um tatu?
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| Negão e Zac, quando moravam na cidade |
Todo
mundo acha lindo um cachorro peludinho, bem cuidado, com cara de ursinho.
Bem,
tenho dois desses! O Negão, meu mais velho, é o líder. Foi o primeiro a nascer
e o primeiro a me enlouquecer com problemas de saúde. Logo no seu primeiro
banho, me ligaram dizendo para ir busca-lo: saia sangue de sua boca, tinha tido
uma parada cardíaca... só zica. Era um sábado, em uma cidade escassa de
recursos, levamos ele pra São Paulo, onde ficamos até quase a meia noite e só
pude trazê-lo assinando um termo de responsabilidade. Seu estado era gravíssimo
(bem, deixamos quase as calças lá). Tudo passou: uma ou duas semanas de soro
pela manhã e a tarde, uma radiografia indicando liquido no pulmão. Meu Negão
superou tudo isso. É um forte! Este ano já deu trabalho de novo, tava com a
respiração esquisita e eu quase nada preocupada o levei ao veterinário: o
coração estava inchado. Nada de ração, só arroz com carne, anti-biótico, etc,
etc... “Sarado” , semanas depois começou
a vazar um líquido da sua perna: um berne, bicheira, mordida de aranha? Não,
talvez uma mordida do Zac, que inflamou. E por falar em Zac...
Zac
era meu loiro até chegar o loiro original (Raul). O mais novo da ninhada, era o
único que a Morgana (mãe dos dogs) permitia entrar no nosso quarto. Eu sempre o
quis, principalmente por ela o querer. Zac é o típico cão fiel: não sai de casa
(quando ele está sozinho olhando pela janela, com certeza é porque o Negão tá
na rua), me segue onde estou (banheiro, quarto, cozinha...), em uma discussão
de casal ele nunca me abandona (está sempre atrás das minhas pernas), enfim, um
exemplo de lealdade.
| Os três na janela, esperando visita |
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| Parceiros descansando |
Nossa
vida era assim: dois cães fofinhos e mimados, até sermos adotados pela “sem
raça definida”.
É,
por uns 15 dias expulsamos o cachorro que apareceu no quintal. Mas não
resolveu. Um belo dia, um pouco embriagado, o Mário falou que devíamos ficar
com ele. Não pensei duas vezes: se for fêmea, ela é nossa! E bingo: era menina!
Eu já tava com o coração partido porque ela dormia atrás do galinheiro, pra se
esconder da gente. Então, nem adiantou argumentações de um sóbrio: a palavra
dita não volta atrás. Ficamos com ela.
Magrela
era filhotona, devia ter uns três, quatro meses. Magra de aparecer as costelas,
tinha alguns carrapatos enormes, de dar nojo e dó. Alimentamos, castramos, a
amamos também. De vez em quando eu não resisto e deixo ela entrar e dar uma
dormidinha na cama dos meninos!
Mas
ela, vira latona que é, é terrível. Tem uma energia inesgotável, come tudo
(sapatos, roupas, brinquedos, até latas de cerveja!), rouba os ovos das
galinhas, pula em todo mundo que chega, quer brincar de morder... ai, é uma
arteira!
Magrela
é livre, gosta de ficar no meio do mato alto, de ficar gosmenta com o óleo do
capim, de correr feito louca pelo quintal, pela rua, pela vizinhança... Mas é
fiel, também. Onde vou, ela vai. E as vezes vai na louca, correndo, tenho que
segurar o Raul, porque senão ela derruba mesmo!
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| Operada, recebendo cuidados especiais |
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| Queridona |
E o
Raul? Ah, ele desde bebê brincava com o Zac, que trazia a bolinha pra ele. A
primeira coisa que ele aprendeu a falar foi: “au, au”, ou seja, ele latiu antes
de falar. Mas agora, Magrela é sua adoração. Não falava nem Zac, nem Negão (até
hoje ele não fala Negão, chama ele de Tontão), mas Magrela aprendeu a chamar
rapidinho. Ele senta em cima dela, deita, deixa ela engolir sua mão, braço....
Magrela é sua adoração.
Hoje,
tentando tirar foto de um passarinho, ela me seguiu. Me seguiu, se enfiou no
mato e não saía mais. Daí eu comecei a chamar, olhar pro meio do matagal e, a
principio, achei que era um pintinho porque as galinhas sempre estão botando no
meio do mato. Abaixei-me e lá estavam aqueles olhos negros, arteiros: Magrela
estava deitadona como se fosse num ninho feito pra ela.
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| close no buraco de tatu |
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| Olha o buraco!! |
Daí
me pergunto: será que ela é um cachorro ou um tatu?
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| Eu e meus 4 amores! (o quinto tirou a foto) |
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Meu bebê cresceu
Dois anos se passaram...
Passaram não, voaram.
Raul fala, corre, anda, dança, brinca, agarra os cachorros, escolhe o que vai por nos pés, que camiseta vai vestir ... nossa, quanta coisas dois anos não trazem!
Toda a insegurança da inexperiência, aquela troca de achismos que outrora aconteceu aqui neste blog, voou. Passou rápido como um relâmpago! Hoje temos certezas: “puts, com certeza eu errei aqui” “puts, com certeza deveria ter feito assim ao invés de assado” “ah, com certeza eu acertei fazendo isso”. E assim a vida vai passando, de repente não somos mais mães de primeira viagem e temos uma bagagem (embora pequena) que já dá pra apontar erros e acertos para as mães mais novas e tentar repetir a dose ou corrigir.
Meu bebê cresceu. Na hora de dormir se ele encanar com o pijama de carro, já tenho que saber que no dia seguinte, a roupa tem que ter carro, ou ele vai passar o dia de pijama. Se for a camiseta do São Paulo, é ela que ele vai usar, pode estar o sol que for e a maior suadeira. As vezes ele encana no crocs e não quer por outra coisa de jeito nenhum. As vezes é a meia que tem que ser a preta, o tênis o coloridão, e por aí vai. Francamente, eu nunca imaginei que bebês tivessem escolhas, mas sim, eles tem, e nós, na maioria das vezes, permitimos que eles escolham.
Agora já conseguimos identificar vários traços da personalidade. Raul é quieto, é na dele. Ele é uma criança muito de paz e muito, muito feliz. Quando saímos, ele corre, brinca, se diverte, mas fala pouco, ou quase nada. Porém, basta entrar no carro e virar a chave, que a matraca dispara e a falação vai até chegar em casa! Eu acho demais!
Outra qualidade maravilhosa é que ele é muito alegre! Eu nunca o vi de mau humor! Ele tá sempre rindo, de bem com a vida, dançando e cantando. Ai, tudo bem, é babação de mãe, mas ele é demais!
Fazer escolhas, cantar obaldi obladá sem parar, dançar quando fica pelado, comer sozinho... essas coisas só o tempo traz. Ai, e ele passa tão rápido, que se eu pudesse, pararia agora em 2014 e não permitiria mais que o tempo corresse.terça-feira, 15 de abril de 2014
Dia de Chuva
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| ciscando no mato molhado |
Dia chuvoso aqui nas Terras de Francisco.
Acordamos com ela, que há tempos não aparecia, a chuva.
Logo cedo as galinhas já se banhavam nas águas que caiam do céu. Magrela, a cachorra, também. Corria feliz pelas terras vizinhas, onde o mato está alto.
A chuva caiu como uma benção: os pássaros, silenciosos na hora das águas, agora cantam mais alto; as mudas do pomar, que pareciam tentar esticar-se para alcançar as gotas mais rápido, agora parecem mais verdes e dispostas; o galo, que cacarejou como nunca, agora cisca feliz com suas galinhas pela terra molhada; enfim, a terra está feliz.
E nós, bicho homem, ficamos dentro de casa, amuados, com preguiça até de olhar pela janela e ver quanta alegria as águas dos céus trazem ao nosso quintal.
Raul, ah, esse que não foi completamente castrado e ainda faz parte do mundo dos céus e da natureza. Ele também, adorou a chuva! Tá lá, colocando os carrinhos nas poças entre a lama.
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| pondo o caminhão azul na lama |
Feliz aquele que, assim como o Raul, tem um hoje um pedacinho de terra pra fazer lama e sujeira, pra sentar ouvir o canto dos pássaros, que pode jogar bola dentro de casa e tem um colo cheio de chamego esperando, pra quando o sono e a preguiça chegar.
Blog "Nas Ondas da Maternidade"
Este é meu terceiro ou quarto blog.
Consegui importar arquivos de blogs antigos, eram só 2 ou 3 de cada um, mas no que mais escrevi, perdi a senha e foi impossível importar o blog inteiro.
Quando Raul nasceu decidi escrever mais, pra ter como registro, pra dividir. Daí criei o blog nasondasdamaternidade.blogspot.com. Convidei mais duas colegas, mães novas também, para escreverem. Acontece que no fim, a mulherada com a alma sensível, se doía com comentários e fomos perdendo a vontade de escrever. Ou seja, outro blog aposentado por invalidez.
Voltando a escrever nestas terras franciscanas, vi que poderia copiar tudo pra cá. Mas como não entrava há muito tempo, meu email foi cancelado e a importação do blog por inteiro tornou-se impossível. Então, copiei, texto por texto, pra ter guardado aqui e porque é gostoso reler o que já foi relido 500 vezes.
Agora, seguem só novos texto. Novas histórias.
Criação com Apego / Attachment Parenting -texto 11 blog nas ondas da maternidade
Quando cheguei ao hospital com a bolsa estourada, me colocaram em um quarto onde não podia entrar a família. Estava eu lá, desanimada porque queria o Mário comigo e quem estava deitada na cama ao lado era Cristina. Em sua terceira gestação, Cristina estava sozinha com sua bebê no ventre. Não havia ninguém nem na sala de espera aguardando notícias.
Raul nasceu primeiro, de cesárea, e depois de pouco tempo veio ao mundo Luana, filha de Cristina, de parto normal. Enquanto sofríamos com as dores do parto, a falante Cristina me contou que tinha mais um casal, que o primeiro foi cesárea mas o segundo foi normal e ela esperava ter normal de novo. A família morava em um sitio, na divisa entre São Roque e Araçariguama e o pai do menino (filho mais velho) não via a criança (com uns 8 anos, se não me falha a memória).
Fui para o quarto, rezando pra que não fosse a Cristina minha parceira porque ela “falava demais” (meu, eu tava morrendo na ocitocina, me concentrando pra não berrar, contando pra passar logo as contrações e ela no maior blá blá blá comigo!) Mas como Deus sabe muito bem o que faz, depois de um tempo chega ela e sua bebê pra ficar no leito ao lado. Meu Mário passou o dia comigo, recebemos visitas, o Raul tinha que ser acordado pra mamar, foi uma maravilha. Mas quando a noite chegou e eu tinha ao meu lado a minha mãe, o Raul deu o show: chorava que chorava. Eu, toda costurada, com medo de levantar por causa da rack, minha mãe chacoalhando o Raul de um lado para o outro e a Cristina, sem acompanhante, dormindo, roncando. Por volta das 3hs da manhã resolvi espiar o que aquela mulher, que mal tinha informação, não tinha nem email, estava fazendo pra dormir tão tranquilamente com sua bebezinha: elas estavam dormindo juntas, a bebê não estava no bercinho, estava deitada ao lado da mãe. É obvio que eu copiei e conseguimos dormir nós três: eu, Raul e minha mãe.
Depois comecei a ler e percebi que Cristina estava praticando o co-leito e que sua prática era alvo de pesquisas há anos. A Criação com Apego, Attachment Parentig ou ainda Criação Intuitiva desperta a curiosidade de pesquisadores há mais de 60 anos e tem ongs e defensores de todas as nacionalidades que pregam sua prática. De todas as leituras que fiz (não foram muitas), o que mais me convenceu e impressionou é que eles simplesmente falam, nem que sejam em outras palavras: siga seus instintos. Conexão e equilíbrio são palavras chaves dessa “teoria”, que me causou curiosidade e causa tanta polêmica pelas diversas interpretações mundo afora.
São oito os princípios que norteiam a “Attachment”:
- preparar-se para a gravidez, parto e maternidade;
- alimentar com amor e respeito (fazer das refeições um momento de amor e conexão);
- responder com sensibilidade;
- nutrir através do toque;
- garantir sono tranquilo e seguro, emocionalmente e fisicamente;
- fornecer cuidado consistente e amoroso;
- praticar a disciplina positiva;
Dos oito, pra mim, os mais difíceis são os dois últimos. Equilíbrio em sua vida pessoal e familiar é o que muita gente busca, e isso é difícil pra caramba de se alcançar porque não depende de uma só pessoa e sim de um grupo que se dispõe, ou não, a alcança-lo. Praticar a disciplina positiva eu tenho treinado com meu trabalho com crianças, devido a aulas de filosofia e psicologia que tive e que descobri coisas incríveis a meu respeito e a respeito das outras pessoas. Raramente percebemos o quanto as palavras ferem. Chamar uma criança de burra, ou dizer que ela é isso, ou aquilo, é impor-lhe um adjetivo que ela vai carregar para o resto da vida e vai acreditar sê-lo. Chamar o capetinha de bonzinho, dizer docemente que não gostou de algo que te deixou irada e espera que não se repita, elogiar sempre e utilizar apenas adjetivos positivos, exige muita prática e atenção.
Hoje, vivendo um caso especial, eu e Raul dividimos a mesma cama. É uma delícia, é lógico, mas pretendo que ele vá para o quartinho dele (só não sei se eu vou conseguir deixa-lo lá, sozinho, mas isso é outra história). Carinho, colo, sling, massagem, isso tudo já esta incluso na nossa rotina. Fazer das refeições um encontro familiar também. Então me pergunto: será que é preciso teóricos falarem que respeitar, dar amor, fazer apenas o que você gostaria que fizesse com você, é muito benéfico a bebês e criancinhas?
Cristina praticava o co-leito, as africanas, indianas que amarram seus bebês em panos os nutrem através do toque e, até onde eu sei, elas não são mulheres antenadas, estudadas, com acesso a internet e o mundo de informações a seu alcance. Porque será que nós, mulheres modernas, estudadas, curiosas e pesquisadoras muitas vezes julgamos nossos pequenos como se fossem um mini adulto e esperamos que eles saibam exatamente o que devem fazer? Será que nos distanciamos tanto dos nossos instintos que é preciso vir gente de fora pra dizer como agir com mais naturalidade?
Ainda bem que tem louco pra tudo nesse mundo, tem até gente dando nome à criação com apego. Assim, talvez tenhamos um futuro mais pacífico, com mais gente dando e recebendo amor, com mais respeito.
Este texto foi uma rápida reflexão, mas encontrei um mundo rico de informações e dicas no:
Postado há 25th September 2012 por Karen do Raul
Marcadores: criação com apego
Desbafo2 / Agradecimento - texto 10 blog nas ondas da maternidade
Raul está prestes a completar 6 meses. Eu fico louca, encantada com o desenvolvimento dele, com a descoberta de cada coisa que pra nós, adultos, é tão simples.
Hoje ele vira de lado, desvira, ri pra todos, sustenta o pescoço, ri quando está com muito sono e não quer dormir, chora, chupa as mãozinhas, vira o pescocinho de um lado para o outro, seguindo o movimento dos cachorros, por exemplo, segura o pipi, segura a orelhinha, levanta as duas perninhas e segura os pés, leva tudo o que consegue à boca e o mais incrível, que me enlouquece, é ver aquelas mãozinhas, com os dedinhos unidos como se fosse um mestre de karatê, indo em direção a um objeto que deseja pegar! Agora no banho ele resolveu que não quer mais ficar sentado, é melhor virar, ficar de bruço na banheira também, segurando bem firme nas laterais. Já é quase um nadador profissional.
O desenvolvimento humano me fascina! Pensar que passamos por essas fases também, que aos poucos conquistamos cada habilidade que hoje desfrutamos sem dar valor.
Na mesma época, no ano passado, eu ainda estava ansiosa pra saber se eu ía ganhar de presente um menino ou uma menina. Grávida, desfrutei de tudo o que podia. Quando não estava bem não ía trabalhar, não troca mais fraldas na creche, tomava sorvete diariamente, até feijão eu comia todo dia! (pra quem não sabe, eu não gosto de feijão). Eu lia sempre como estava o desenvolvimento do feto, cantava quando ele começou a ouvir, dormia muuuuuuuuuuuuuuito.
Eu ainda não era mãe de humano. Quando eu tiver outro bebê eu já serei mãe, mas com o Raul foi tudo novidade, tudo descoberta. Amei estar grávida. Amo ser mãe.
Logo meu pequeno vai começar a comer. É incrível pensar que até hoje eu lhe dei a seiva da vida! E olha que eu não imaginava como era amamentar. Amei amamentar e amo todos os momentos em que paramos só pra fazer isso. É delicioso!
As pessoas falam: “ah, agora é que vai começar a ficar gostoso, porque ele começa a se comunicar.” Assim como não conseguia imaginar a sensação que era amamentar, não consigo imaginar como é ficar mais gostoso, porque até agora, sempre foi delicioso. Cada olhar, cada sorriso, cada conquista é uma delícia!
Apaixonada por crianças eu sempre fui, mas nunca imaginei que sentiria essa loucura por alguém que há tão pouco tempo me fez perceber que o melhor da vida está acontecendo agora.
Obrigada aos Deuses, à Deusa, aos Anjos e a todos esses seres mágicos que habitam o Universo e que me abençoaram e abençoam todo dia com essa alegria que é ser mãe! Muito obrigada!
Postado há 21st August 2012 por Karen do Raul
Perfil -texto 9 blog nas ondas da maternidade
Outro dia a Dani fez um post rapidinho porque a verdade é que faz um tempão que não postamos nada (e me cobraram!). É essa correria que a vida de mãe nos traz que escrever algo para o blog é realmente a última coisa que pensamos.Mas já faz um bom tempo que tô querendo escrever sobre o perfil que cada uma de nós tem se destacado no módulo mãe.
Que cada um é cada um a gente já sabe faz tempo, mas como será que as pessoas olham a Karen mãe?
Em uma dessas sextas-feira de julho fomos passear no Ibirapuera com os bebês. Esse encontro foi diferente dos outros porque não estávamos em um ambiente fechado e nem com nossos maridos. Foi muito legal, conversamos bastante, paramos inúmeras vezes porque cada bebê tem um ritmo, tiramos bastantes fotos...
No dia seguinte, em casa, fiquei pensando no perfil de cada mãe e como isso a torna única mesmo. Minha amiga Bidu, mãe de Luna, 3 anos,é a mãe mais próxima que eu pude acompanhar a se desenvolver. Eu a vejo como uma mãe muito carinhosa, porém um pouco exigente. Nosso convívio nos mostra que ela exige bastante da menina, no sentido comportamental. “Não pode isso, você já sabe!” Algumas vezes eu tenho que lembra-la: “Viu, ela só tem 3 anos!” Outro dia ela me ligou e disse: “hoje a Luna tá demais! Já brinquei com ela mas ela não para, toda hora me solicita...” E eu, palpiteira de carteirinha, falei: “ Viu, ela deve estar carente, tá querendo chamar sua atenção!” Duas horas depois apareci na casa delas: “ É, era carência mesmo. Ela ficou me chamando pra brincar, daí eu abaixei, dei um abraço demorado, um beijo e falei, agora vamos brincar, então ela disse que não queria, que era pra eu ir fazer outra coisa que ela ía brincar sozinha”, me relatou minha amiga.
Bidu aprendeu a ser mãe na raça. Sua mãe faleceu quando ela tinha 10 anos, sua avó há uns 10 anos. Quando a Luna nasceu eu fui ficar com ela em casa e minha amiga mal sabia trocar uma fralda. Seu peito rachou logo no primeiro dia em casa, estourou herpes na minha boca no segundo dia de casa (ou seja, eu também não podia ir lá), a Luna era aquele bebê que chorava o dia todo sem parar (a ponto dos vizinhos perguntarem pra empregada se a menina era maltratada),enfim, inexperiência aliada ao desespero e ao medo de errar.
Há uns 2 anos, passei 20 dias com elas, em uma viagem, e fiquei muito surpresa com as habilidades que a minha amiga descobriu e desenvolveu sozinha, sem uma mãe ou avó pra ajudar. Até fralda no metrô ela trocava! Super prática e muito carinhosa, minha amiga hoje me faz sentir orgulho dela. É uma super mãe, cheia de qualidades únicas!
Daí fico pensando: como será que eu sou vista como mãe? Porque apontar o dedo é fácil, agora olhar no espelho, enxergar o próprio umbigo, é uma das tarefas mais difíceis a ser desenvolvida.
No passeio no parque pude perceber que cada uma tem seu jeito único e por mais que algumas idéias sejam iguais, o comportamento é exclusivo. Vejo a Dani como uma mãe super calma, carinhosa, mas que tem o filho no extremo oposto, agitado, ligado na tomada. Eu não aguentaria e acho que não teria tanta paciência depois de tanto choro, noites sem dormir etc. Mas a Dani não, tá lá, dormindo o quanto dá e quando dá, ouvindo choro diariamente, mas não perdeu o eixo, continua calma, falando manso, tranquila. Achei fantástico!
Já a Carol, me passa o oposto da Dani, ela é super carinhosa também, mas é agitadona, fala rápido, com o corpo e a boca, tem toda uma adrenalina que a envolve. E por outro lado, o Samuel, é um sossego. É paz e amor, tranquilão. Nunca ouvimos seu choro! A Carol tá lá, pega mochila, máquina, anda, clica, dá de mamar e o Samuel ... observa... ri... nem absorve a agitação da mãe! É incrível!
As pessoas me falavam: “Seu filho vai ser calmo, você é calma!” Eu acreditava. a Luna é uma mini-Bidu, não só fisicamente como psicologicamente, a agitação é de ambas. Agora o Samuel e o Raul (zão) são os extremos opostos das suas mães!
Não me vejo sendo tão calma quanto a Dani nem tão agitada quanto a Carol e a Bidu. Por outro lado, o meu Raul também não é igual ao seu xará nem parecido com o Samuel. Meu filhote é calmo, bonzinho, mas tem dias que também está mais chorão, manhoso.
E eu? Ah, isso é difícil! Eu queria saber como vocês me vêem, com qualidades e defeitos. Aí depois eu conto se me identifico ou não!
Postado há 31st July 2012 por Karen do Raul
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FANTÁSTICO, Karen! Que post lindo... e verdadeiro!!! rsrsrs... o que você disse sobre mim é completamente verdade... sempre me avisaram que quando eu tivesse um filho eu veria como é, se referindo ao trabalho que eu dei por ter sido SEMPRE agitada. Eu fui a criança que não dormia, NUNCA. Minha mãe mandava benzer, colocava arruda embaixo do travesseiro, fazia qualquer coisa que alguém falasse... o médico mandou deixar chorando e ela deixou... e eu me joguei do berço, rsrsrs. Fui muito terrível e era brava ainda, pra completar. O Terra é a mesma agitação, se não for mais!!!! Quando moleque não parava quieto um minuto e só aprontava....... e o Samuel?!?!?!?! Eu esperava por um bebê agitado, tanto que resolvi fazer o quarto com um tema bem neutro, com cores que tranquilizassem... e aí nasce esse anjo, uma verdadeira benção, presente de Deus... diferente de tudo que imaginávamos... o neném mais "de boa" que eu já vi... só dá risada, rs... não reclama DE NADA!!!! eu e o papai nos lembramos sempre de agradecer, todos os dias, pelo nosso milagre! E graças a Deus que ele não absorve minha agitação, rsrsrs.... agora vamos ver como será o Samuel moleque, rs... quando começar a andar, brincar, correr... aí eu quero ver!! talvez apareçam traços do papai e da mamãe nessa fase. Mas assim... eu sou super agitada, mas com o Samuel em casa acho que é tudo bem mais tranquilo... como ficamos quase todos os dias sozinhos, não tem muito com o que se agitar... então com ele em casa acho que sou mais tranquila... isso tem sido até bom pra mim!!!! E o relato da Dani e do Raulzão é exatamente isso, exatamente o oposto!!! Ainda vou pensar e escrever sobre o que eu vejo de vc, mas a principio acho que fica no meio termo.... nem vc e nem o Raulzinho são super agitados nem super calmos, rs... agora o que eu gosto é da sensibilidade da amiga Karen, que me parece uma pessoa super centrada... que sempre tem uma palavra certa para cada momento. Se a gente se perde, se descabela, se deixa levar pela emoção e exagera, a Karen nos traz de volta!!!! rsrs... ADORO!!! adoro vocês duas, Karen e Dani.... adoro nosso companheirismo e adoro compartilhar tudo da maternidade com vcs duas!!! Acho que a calma da Dani vai ser boa para acalmar um pouco o Raulzão, com o tempo ele vai se equilibrar. Da mesma forma que minha agitação talvez tenha um lado bom para o Samuel também, uma vez eu li em alguma coisa do signo dele que em alguns momentos seria bom ele ter uma mãe animada que o instiga a fazer certas coisas e tomar certas atitudes, não lembro bem como dizia... mas deu bem certinho!!! acho que foi naquela combinação de signos (sagitário e peixes). Ai ai... estou atrasada, tenho consulta daqui a pouco e se deixar eu fico aqui escrevendo e escrevendo.... rsrs... volto mais tarde ;)Responder
beijos!Respostas
EQUILIBRIO: eis a palavra que descreve meu signo e da Dani. Agora vc, Carol, é FOGO, é agitação mesmo e vai ser ótimo pra equilibrar seu Samuelzinho!
Bem, vou esperar mais comentário sobre mim.
Quero ver se faço um post por semana, vamos ver se consigo!
Eu tb adoro poder ter com quem dividir e multiplicar as experiências. Bjs
Karen, adorei a idéia! E adorei o post!Responder
Eu concordo com o que vc escreveu de mim: tento ser calma, não sei ser de outra maneira que não seja carinhosa, e tento ter o máximo de sensibilidade prá entender a linguagem (que ainda estou conhecendo) do meu filhote. Mas acho que tem outro lado que vcs não conhecem: por trás dessa calma, tem um perfeccionismo - que tenho tentado deixar de lado, e o Raul tem me ajudado muito com isso (pois não dá prá ser mãe em tempo integral e ser perfeccionista com as outras coisas que não são prioridade). Por trás da calma, tem uma mãe que às vezes perde a paciência, sai do quarto e respira fundo prá voltar com a paciência renovada. Tem também um medo de errar - que acho que todas nós temos - mas que também faz com que eu tenha senso crítico. Enfim, concordo com o perfil que a Karen fez, e gostei de ser vista assim. ;-)
Bom, vejo a Karen como uma mãe que não parece ser de primeira viagem. Não sei se é pelo trabalho na creche, por ter estudado pedagogia, ou se é a personalidade mesmo, ou se tudo isso junto. Me lembro que quando conheci a Karen (pouco antes de engravidarmos), falei pro Mário, marido dela (que eu já conhecia): "Gostei da sua mulher, ela é 'braba', como eu!". Eu disse isso porque ela fez um comentário sobre um copo que quebrou na festa em que estávamos. Alguém ia jogar os cacos no lixo, e ela disse: "Não, embrulha num jornal, algum catador pode se machucar". Eu já estava procurando um jornal quando ouvi isso, e pensei: "Essa é das minhas". A pessoa que quebrou o copo, além de não estar recolhendo-o, estava reclamando da mancha de vinho na calça. Acho que nunca disse isso prá Karen, mas foi aí que ela me cativou. Então, vejo-a como uma mãe com senso de coletividade, como na festa, e acho isso fundamental prá que os nossos filhos não sejam crianças mimadas e egoístas. Acho que daí a Carol achar que a Karen tem o pé no chão - acho que vem desse sendo de coletividade.
Bom, a Carol conheci através da Karen. Vejo-a como a mãe mais empolgada do mundo, a mais apaixonada pelo filhote. Isso todas somos, mas a Carol é a que mais deixa isso transparecer. Acho que é esse temperamento fogo que a Karen falou. As librianas de ar são mais comedidas nisso - o que não significa menos amor, é claro. A Carol fala o que pensa, e vejo-a como uma mãe espontânea, que aprendeu a ser mãe espontaneamente. Se a Karen parece ter uma experiência anterior com bebês, a Carol parece aprender (e se surpreender) com uma coisa nova a cada dia, ma base da espontaneidade mesmo. E acho que isso é ótimo pro Samuel, que será uma criança espontânea e sincera também. A Carol me emocionou outro dia se abalando até minha casa só prá me ajudar com o Raul ... é essa a espontaneidade de que estou falando, sem esperar nada em troca.
Enfim, a gente se torna mãe e ganha, além de um filho amado, amigas amadas, que a gente nem imagina encontrar. ;-)Respostas
Nossa, Dani, eu não lembrava dessa cena! Sabe, levei o Mário pra fazer monitoria comigo algumas vezes e uma vez ele me disse:"Karen, vc é uma das poucas pessoas que conheço que é ética. Vc vive o que vc fala pras crianças, vc não manda elas reciclarem o lixo e vira as costas e vai fazer outra coisa. Isso é incrível! Vc não mente pra elas! Até em saci vc acredita!" Fiquei muito feliz ao ouvir isso pq nunca tinha parado pra pensar sobre isso. Realmente, eu sou muito coletivo, e as vezes até sofro com isso. Eu tenho uma dificuldade enorme em tomar decisões sem ouvir a opinião do Mário e de uma amiga. Não decisões instantâneas, mas aquelas que a gente tem um tempo pra pensar.É a segunda vez que ouço isso, porque sozinha não seria capaz de chegar a essa conclusão.Da primeira vez, eu tinha levado uma colega pra trabalhar no acampamento comigo e, na última noite em volta da fogueira, falamos como foi a temporada e homenageamos alguém. Ela começou falando: "eu não gostava dessa pessoa. Mas ela me surpreendeu me chamando pra vir pra cá e aí eu pude conhecê-la um pouco mais e ver como somos parecidas, como é difícil alguém gostar da gente logo de cara, é preciso nos conhecer mesmo pra ver nossas qualidades. Outra coisa que me surpreendeu é como ela vive o coletivo. Tá sempre pensando no grupo, não resolve nada sozinha, o mundo tá na frente das suas escolhas." Gostei de ouvir isso e foi muito bom vc me lembrar Dani!
Quanto a experiência, apesar do trabalho na creche, sempre fiquei com os mais velhos (4 e 5 anos). Nunca gostei de ficar com os bebês porque eles não conversam, não correm e tem que trocar de fralda toda hora! Eu realmente pensava assim. Mas eu sempre amei crianças e cuidava da Izis (minha sobrinha) a ponto de quando eu casei queria levá-la comigo. Também cantava e trocava fraldas do meu primo Renan e Rômulo.
Minha faculdade deve ter acrescentado alguma coisa, mas sempre critiquei os "métodos", isso não existe na minha opinião. Li e leio bastante, filtro o que me interessa e daí tento usar (como os palpites que sempre dei pra Bidu e agora com o Raul).
Por outro lado, sou super desorganizada, bagunceira de carteirinha!E isso eu preciso mudar, principalmente educando um menino, sabendo que não adianta falar, ele vai me copiar.
Puxa, que legal ouvir coisas boas a nosso respeito! Nunca imaginei ter pessoas tão próximas pra dividir as experiências!(porque agora somos próximas, certo).
Bjão meninas! E indo na onda das minhas sobrinhas que agora querem ser mano e curtem rap : CUMPLICIDADE E LEALDADE, ENFIM, AMIZADE!
Em primeiro lugar, que comentário lindo! Estou emocionada com os comentários aqui!!! É exatamente isso, Karen... te acho pé no chão... e é como a Dani disse: parece que você tem mais experiência mesmo! Talvez isso esteja em você, seja da sua personalidade. Sorte a nossa!!! Por isso eu sempre deixo claro o quanto eu quero os seus palpites, rsrsrs, são sempre ótimos... são sempre verdadeiros e nos ajudam muito. Que sorte a do Raulzinho ter uma mamãe especial assim... e que sorte a do Samuel e do Raulzão com essa titia por perto... com certeza eles absorverão muitas coisas boas!!! Um VIVA a esse senso de coletividade!!! e que todas nós absorvamos isso também =)
Agora de volta, o Samuel queria mamar, rsrs. Dani, amei tudo o que você disse... eu sei que sou assim mesmo e sempre fui. Eu vejo como intensidade, eu me entrego totalmente para as coisas que resolvo viver... seja um emprego, um relacionamento, um curso, uma amizade... Algumas pessoas me chamam de exagerada... eu sou exagerada sim, mas eu não vejo como algo ruim. Por isso prefiro ver como intensidade ou como espontaneidade. Com a maternidade então, não poderia ser diferente. Essa é a coisa mais intensa que já vivi na vida, é o amor mais forte que já senti... não tinha outro jeito... tinha que transbordar mesmo!!! Acho que é por isso que deixo transparecer tanto, é que transborda... não cabe dentro de mim!!! deve ser esse FOGO mesmo, rsrsrsrs...
Olha, eu acho que nosso trio parada dura está bem com o trio mães-novas. Uma complementa a outra, os pensamentos e personalidades diferentes acrescentam enquanto os iguais multiplicam. Sorte a de nós 3 de termos agarrado a oportunidade de fazer essa amizade crescer! O Ar alimenta o Fogo, o Fogo aquece o ar! Perfeito, não acham?!!
Assino em baixo! ;-)
ai que lindo!
Ai, que lindo! rs! Brincadeira...parabéns a todas mamães de primeira viagem pelo esforço e dedicação! A mamãe do Raulzinho parece mesmo que nasceu pra isso, acompanho diariamente como ela exerce seu dom. Ainda bem, pois eu como pai dou vários vacilos. Eu sabia que a Karen seria uma boa mãe vendo seu relacionamento com nossos cachorros (tão bem cuidados desde o começo, quanto o Raul) sempre carinhosa. Eu só tenho a agradecer: obrigado Karenzinha, você só é a segunda melhor mãe do mundo, porque a primeira é a minha! Bjos!Responder
Olha só, uma participação super especial!!!!!!! rsrs, adorei!!!! beijos Mário!Responder
Gente, não se iludam: ele só escreveu isso sob muita, muita pressão e chantagem...rsrsr Brincadeira. kkk
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