Outro dia a Dani fez um post rapidinho porque a verdade é que faz um tempão que não postamos nada (e me cobraram!). É essa correria que a vida de mãe nos traz que escrever algo para o blog é realmente a última coisa que pensamos.Mas já faz um bom tempo que tô querendo escrever sobre o perfil que cada uma de nós tem se destacado no módulo mãe.
Que cada um é cada um a gente já sabe faz tempo, mas como será que as pessoas olham a Karen mãe?
Em uma dessas sextas-feira de julho fomos passear no Ibirapuera com os bebês. Esse encontro foi diferente dos outros porque não estávamos em um ambiente fechado e nem com nossos maridos. Foi muito legal, conversamos bastante, paramos inúmeras vezes porque cada bebê tem um ritmo, tiramos bastantes fotos...
No dia seguinte, em casa, fiquei pensando no perfil de cada mãe e como isso a torna única mesmo. Minha amiga Bidu, mãe de Luna, 3 anos,é a mãe mais próxima que eu pude acompanhar a se desenvolver. Eu a vejo como uma mãe muito carinhosa, porém um pouco exigente. Nosso convívio nos mostra que ela exige bastante da menina, no sentido comportamental. “Não pode isso, você já sabe!” Algumas vezes eu tenho que lembra-la: “Viu, ela só tem 3 anos!” Outro dia ela me ligou e disse: “hoje a Luna tá demais! Já brinquei com ela mas ela não para, toda hora me solicita...” E eu, palpiteira de carteirinha, falei: “ Viu, ela deve estar carente, tá querendo chamar sua atenção!” Duas horas depois apareci na casa delas: “ É, era carência mesmo. Ela ficou me chamando pra brincar, daí eu abaixei, dei um abraço demorado, um beijo e falei, agora vamos brincar, então ela disse que não queria, que era pra eu ir fazer outra coisa que ela ía brincar sozinha”, me relatou minha amiga.
Bidu aprendeu a ser mãe na raça. Sua mãe faleceu quando ela tinha 10 anos, sua avó há uns 10 anos. Quando a Luna nasceu eu fui ficar com ela em casa e minha amiga mal sabia trocar uma fralda. Seu peito rachou logo no primeiro dia em casa, estourou herpes na minha boca no segundo dia de casa (ou seja, eu também não podia ir lá), a Luna era aquele bebê que chorava o dia todo sem parar (a ponto dos vizinhos perguntarem pra empregada se a menina era maltratada),enfim, inexperiência aliada ao desespero e ao medo de errar.
Há uns 2 anos, passei 20 dias com elas, em uma viagem, e fiquei muito surpresa com as habilidades que a minha amiga descobriu e desenvolveu sozinha, sem uma mãe ou avó pra ajudar. Até fralda no metrô ela trocava! Super prática e muito carinhosa, minha amiga hoje me faz sentir orgulho dela. É uma super mãe, cheia de qualidades únicas!
Daí fico pensando: como será que eu sou vista como mãe? Porque apontar o dedo é fácil, agora olhar no espelho, enxergar o próprio umbigo, é uma das tarefas mais difíceis a ser desenvolvida.
No passeio no parque pude perceber que cada uma tem seu jeito único e por mais que algumas idéias sejam iguais, o comportamento é exclusivo. Vejo a Dani como uma mãe super calma, carinhosa, mas que tem o filho no extremo oposto, agitado, ligado na tomada. Eu não aguentaria e acho que não teria tanta paciência depois de tanto choro, noites sem dormir etc. Mas a Dani não, tá lá, dormindo o quanto dá e quando dá, ouvindo choro diariamente, mas não perdeu o eixo, continua calma, falando manso, tranquila. Achei fantástico!
Já a Carol, me passa o oposto da Dani, ela é super carinhosa também, mas é agitadona, fala rápido, com o corpo e a boca, tem toda uma adrenalina que a envolve. E por outro lado, o Samuel, é um sossego. É paz e amor, tranquilão. Nunca ouvimos seu choro! A Carol tá lá, pega mochila, máquina, anda, clica, dá de mamar e o Samuel ... observa... ri... nem absorve a agitação da mãe! É incrível!
As pessoas me falavam: “Seu filho vai ser calmo, você é calma!” Eu acreditava. a Luna é uma mini-Bidu, não só fisicamente como psicologicamente, a agitação é de ambas. Agora o Samuel e o Raul (zão) são os extremos opostos das suas mães!
Não me vejo sendo tão calma quanto a Dani nem tão agitada quanto a Carol e a Bidu. Por outro lado, o meu Raul também não é igual ao seu xará nem parecido com o Samuel. Meu filhote é calmo, bonzinho, mas tem dias que também está mais chorão, manhoso.
E eu? Ah, isso é difícil! Eu queria saber como vocês me vêem, com qualidades e defeitos. Aí depois eu conto se me identifico ou não!
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beijos!
Bem, vou esperar mais comentário sobre mim.
Quero ver se faço um post por semana, vamos ver se consigo!
Eu tb adoro poder ter com quem dividir e multiplicar as experiências. Bjs
Eu concordo com o que vc escreveu de mim: tento ser calma, não sei ser de outra maneira que não seja carinhosa, e tento ter o máximo de sensibilidade prá entender a linguagem (que ainda estou conhecendo) do meu filhote. Mas acho que tem outro lado que vcs não conhecem: por trás dessa calma, tem um perfeccionismo - que tenho tentado deixar de lado, e o Raul tem me ajudado muito com isso (pois não dá prá ser mãe em tempo integral e ser perfeccionista com as outras coisas que não são prioridade). Por trás da calma, tem uma mãe que às vezes perde a paciência, sai do quarto e respira fundo prá voltar com a paciência renovada. Tem também um medo de errar - que acho que todas nós temos - mas que também faz com que eu tenha senso crítico. Enfim, concordo com o perfil que a Karen fez, e gostei de ser vista assim. ;-)
Bom, vejo a Karen como uma mãe que não parece ser de primeira viagem. Não sei se é pelo trabalho na creche, por ter estudado pedagogia, ou se é a personalidade mesmo, ou se tudo isso junto. Me lembro que quando conheci a Karen (pouco antes de engravidarmos), falei pro Mário, marido dela (que eu já conhecia): "Gostei da sua mulher, ela é 'braba', como eu!". Eu disse isso porque ela fez um comentário sobre um copo que quebrou na festa em que estávamos. Alguém ia jogar os cacos no lixo, e ela disse: "Não, embrulha num jornal, algum catador pode se machucar". Eu já estava procurando um jornal quando ouvi isso, e pensei: "Essa é das minhas". A pessoa que quebrou o copo, além de não estar recolhendo-o, estava reclamando da mancha de vinho na calça. Acho que nunca disse isso prá Karen, mas foi aí que ela me cativou. Então, vejo-a como uma mãe com senso de coletividade, como na festa, e acho isso fundamental prá que os nossos filhos não sejam crianças mimadas e egoístas. Acho que daí a Carol achar que a Karen tem o pé no chão - acho que vem desse sendo de coletividade.
Bom, a Carol conheci através da Karen. Vejo-a como a mãe mais empolgada do mundo, a mais apaixonada pelo filhote. Isso todas somos, mas a Carol é a que mais deixa isso transparecer. Acho que é esse temperamento fogo que a Karen falou. As librianas de ar são mais comedidas nisso - o que não significa menos amor, é claro. A Carol fala o que pensa, e vejo-a como uma mãe espontânea, que aprendeu a ser mãe espontaneamente. Se a Karen parece ter uma experiência anterior com bebês, a Carol parece aprender (e se surpreender) com uma coisa nova a cada dia, ma base da espontaneidade mesmo. E acho que isso é ótimo pro Samuel, que será uma criança espontânea e sincera também. A Carol me emocionou outro dia se abalando até minha casa só prá me ajudar com o Raul ... é essa a espontaneidade de que estou falando, sem esperar nada em troca.
Enfim, a gente se torna mãe e ganha, além de um filho amado, amigas amadas, que a gente nem imagina encontrar. ;-)
Quanto a experiência, apesar do trabalho na creche, sempre fiquei com os mais velhos (4 e 5 anos). Nunca gostei de ficar com os bebês porque eles não conversam, não correm e tem que trocar de fralda toda hora! Eu realmente pensava assim. Mas eu sempre amei crianças e cuidava da Izis (minha sobrinha) a ponto de quando eu casei queria levá-la comigo. Também cantava e trocava fraldas do meu primo Renan e Rômulo.
Minha faculdade deve ter acrescentado alguma coisa, mas sempre critiquei os "métodos", isso não existe na minha opinião. Li e leio bastante, filtro o que me interessa e daí tento usar (como os palpites que sempre dei pra Bidu e agora com o Raul).
Por outro lado, sou super desorganizada, bagunceira de carteirinha!E isso eu preciso mudar, principalmente educando um menino, sabendo que não adianta falar, ele vai me copiar.
Puxa, que legal ouvir coisas boas a nosso respeito! Nunca imaginei ter pessoas tão próximas pra dividir as experiências!(porque agora somos próximas, certo).
Bjão meninas! E indo na onda das minhas sobrinhas que agora querem ser mano e curtem rap : CUMPLICIDADE E LEALDADE, ENFIM, AMIZADE!