terça-feira, 15 de abril de 2014

Perfil -texto 9 blog nas ondas da maternidade



Outro dia a Dani fez um post rapidinho porque a verdade é que faz um tempão que não postamos nada (e me cobraram!). É essa correria que a vida de mãe nos traz que escrever algo para o blog é realmente a última coisa que pensamos.Mas já faz um bom tempo que tô querendo escrever sobre o perfil que cada uma de nós tem se destacado no módulo mãe.
Que cada um é cada um a gente já sabe faz tempo, mas como será que as pessoas olham a Karen mãe?

Em uma dessas sextas-feira de julho fomos passear no Ibirapuera com os bebês. Esse encontro foi diferente dos outros porque não estávamos em um ambiente fechado e nem com nossos maridos. Foi muito legal, conversamos bastante, paramos inúmeras vezes porque cada bebê tem um ritmo, tiramos bastantes fotos...

No dia seguinte, em casa, fiquei pensando no perfil de cada mãe e como isso a torna única mesmo. Minha amiga Bidu, mãe de Luna, 3 anos,é a mãe mais próxima que eu pude acompanhar a se desenvolver. Eu a vejo como uma mãe muito carinhosa, porém um pouco exigente. Nosso convívio nos mostra que ela exige bastante da menina, no sentido comportamental. “Não pode isso, você já sabe!” Algumas vezes eu tenho que lembra-la: “Viu, ela só tem 3 anos!” Outro dia ela me ligou e disse: “hoje a Luna tá demais! Já brinquei com ela mas ela não para, toda hora me solicita...” E eu, palpiteira de carteirinha, falei: “ Viu, ela deve estar carente, tá querendo chamar sua atenção!” Duas horas depois apareci na casa delas: “ É, era carência mesmo. Ela ficou me chamando pra brincar, daí eu abaixei, dei um abraço demorado, um beijo e falei, agora vamos brincar, então ela disse que não queria, que era pra eu ir fazer outra coisa que ela ía brincar sozinha”, me relatou minha amiga.
Bidu aprendeu a ser mãe na raça. Sua mãe faleceu quando ela tinha 10 anos, sua avó há uns 10 anos. Quando a Luna nasceu eu fui ficar com ela em casa e minha amiga mal sabia trocar uma fralda. Seu peito rachou logo no primeiro dia em casa, estourou herpes na minha boca no segundo dia de casa (ou seja, eu também não podia ir lá),  a Luna era aquele bebê que chorava o dia todo sem parar (a ponto dos vizinhos perguntarem pra empregada se a menina era maltratada),enfim, inexperiência aliada ao desespero e ao medo de errar.
Há uns 2 anos, passei 20 dias com elas, em uma viagem, e fiquei muito surpresa com as habilidades que a minha amiga descobriu e desenvolveu sozinha, sem uma mãe ou avó pra ajudar. Até fralda no metrô ela trocava! Super prática e muito carinhosa, minha amiga hoje me faz sentir orgulho dela. É uma super mãe, cheia de qualidades únicas!
Daí fico pensando: como será que eu sou vista como mãe? Porque apontar o dedo é fácil, agora olhar no espelho, enxergar o próprio umbigo, é uma das tarefas mais difíceis a ser desenvolvida.

No passeio no parque pude perceber que cada uma tem seu jeito único e  por mais que algumas idéias sejam iguais, o comportamento é exclusivo. Vejo a Dani como uma mãe super calma, carinhosa, mas que tem o filho no extremo oposto, agitado, ligado na tomada. Eu não aguentaria e acho que não teria tanta paciência depois de tanto choro, noites sem dormir etc. Mas a Dani não, tá lá, dormindo o quanto dá e quando dá, ouvindo choro diariamente, mas não perdeu o eixo, continua calma, falando manso, tranquila. Achei fantástico!
Já a Carol, me passa o oposto da Dani, ela é super carinhosa também, mas é agitadona, fala rápido, com o corpo e a boca, tem toda uma adrenalina que a envolve. E por outro lado, o Samuel, é um sossego. É paz e amor, tranquilão. Nunca ouvimos seu choro! A Carol tá lá, pega mochila, máquina, anda, clica, dá de mamar e o Samuel ... observa... ri... nem absorve a agitação da mãe! É incrível!
As pessoas me falavam: “Seu filho vai ser calmo, você é calma!” Eu acreditava. a Luna é uma mini-Bidu, não só fisicamente como psicologicamente, a agitação é de ambas. Agora o Samuel e o Raul (zão) são os extremos opostos das suas mães!
Não me vejo sendo tão calma quanto a Dani nem tão agitada quanto a Carol e a Bidu. Por outro lado, o meu Raul também não é igual ao seu xará nem parecido com o Samuel. Meu filhote é calmo, bonzinho, mas tem dias que também está mais chorão, manhoso.
 E eu? Ah, isso é difícil! Eu queria saber como vocês me vêem, com qualidades e defeitos. Aí depois eu conto se me identifico ou não!
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  1. FANTÁSTICO, Karen! Que post lindo... e verdadeiro!!! rsrsrs... o que você disse sobre mim é completamente verdade... sempre me avisaram que quando eu tivesse um filho eu veria como é, se referindo ao trabalho que eu dei por ter sido SEMPRE agitada. Eu fui a criança que não dormia, NUNCA. Minha mãe mandava benzer, colocava arruda embaixo do travesseiro, fazia qualquer coisa que alguém falasse... o médico mandou deixar chorando e ela deixou... e eu me joguei do berço, rsrsrs. Fui muito terrível e era brava ainda, pra completar. O Terra é a mesma agitação, se não for mais!!!! Quando moleque não parava quieto um minuto e só aprontava....... e o Samuel?!?!?!?! Eu esperava por um bebê agitado, tanto que resolvi fazer o quarto com um tema bem neutro, com cores que tranquilizassem... e aí nasce esse anjo, uma verdadeira benção, presente de Deus... diferente de tudo que imaginávamos... o neném mais "de boa" que eu já vi... só dá risada, rs... não reclama DE NADA!!!! eu e o papai nos lembramos sempre de agradecer, todos os dias, pelo nosso milagre! E graças a Deus que ele não absorve minha agitação, rsrsrs.... agora vamos ver como será o Samuel moleque, rs... quando começar a andar, brincar, correr... aí eu quero ver!! talvez apareçam traços do papai e da mamãe nessa fase. Mas assim... eu sou super agitada, mas com o Samuel em casa acho que é tudo bem mais tranquilo... como ficamos quase todos os dias sozinhos, não tem muito com o que se agitar... então com ele em casa acho que sou mais tranquila... isso tem sido até bom pra mim!!!! E o relato da Dani e do Raulzão é exatamente isso, exatamente o oposto!!! Ainda vou pensar e escrever sobre o que eu vejo de vc, mas a principio acho que fica no meio termo.... nem vc e nem o Raulzinho são super agitados nem super calmos, rs... agora o que eu gosto é da sensibilidade da amiga Karen, que me parece uma pessoa super centrada... que sempre tem uma palavra certa para cada momento. Se a gente se perde, se descabela, se deixa levar pela emoção e exagera, a Karen nos traz de volta!!!! rsrs... ADORO!!! adoro vocês duas, Karen e Dani.... adoro nosso companheirismo e adoro compartilhar tudo da maternidade com vcs duas!!! Acho que a calma da Dani vai ser boa para acalmar um pouco o Raulzão, com o tempo ele vai se equilibrar. Da mesma forma que minha agitação talvez tenha um lado bom para o Samuel também, uma vez eu li em alguma coisa do signo dele que em alguns momentos seria bom ele ter uma mãe animada que o instiga a fazer certas coisas e tomar certas atitudes, não lembro bem como dizia... mas deu bem certinho!!! acho que foi naquela combinação de signos (sagitário e peixes). Ai ai... estou atrasada, tenho consulta daqui a pouco e se deixar eu fico aqui escrevendo e escrevendo.... rsrs... volto mais tarde ;)
    beijos!
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    1. EQUILIBRIO: eis a palavra que descreve meu signo e da Dani. Agora vc, Carol, é FOGO, é agitação mesmo e vai ser ótimo pra equilibrar seu Samuelzinho!
      Bem, vou esperar mais comentário sobre mim.
      Quero ver se faço um post por semana, vamos ver se consigo!
      Eu tb adoro poder ter com quem dividir e multiplicar as experiências. Bjs
  2. Karen, adorei a idéia! E adorei o post!
    Eu concordo com o que vc escreveu de mim: tento ser calma, não sei ser de outra maneira que não seja carinhosa, e tento ter o máximo de sensibilidade prá entender a linguagem (que ainda estou conhecendo) do meu filhote. Mas acho que tem outro lado que vcs não conhecem: por trás dessa calma, tem um perfeccionismo - que tenho tentado deixar de lado, e o Raul tem me ajudado muito com isso (pois não dá prá ser mãe em tempo integral e ser perfeccionista com as outras coisas que não são prioridade). Por trás da calma, tem uma mãe que às vezes perde a paciência, sai do quarto e respira fundo prá voltar com a paciência renovada. Tem também um medo de errar - que acho que todas nós temos - mas que também faz com que eu tenha senso crítico. Enfim, concordo com o perfil que a Karen fez, e gostei de ser vista assim. ;-)
    Bom, vejo a Karen como uma mãe que não parece ser de primeira viagem. Não sei se é pelo trabalho na creche, por ter estudado pedagogia, ou se é a personalidade mesmo, ou se tudo isso junto. Me lembro que quando conheci a Karen (pouco antes de engravidarmos), falei pro Mário, marido dela (que eu já conhecia): "Gostei da sua mulher, ela é 'braba', como eu!". Eu disse isso porque ela fez um comentário sobre um copo que quebrou na festa em que estávamos. Alguém ia jogar os cacos no lixo, e ela disse: "Não, embrulha num jornal, algum catador pode se machucar". Eu já estava procurando um jornal quando ouvi isso, e pensei: "Essa é das minhas". A pessoa que quebrou o copo, além de não estar recolhendo-o, estava reclamando da mancha de vinho na calça. Acho que nunca disse isso prá Karen, mas foi aí que ela me cativou. Então, vejo-a como uma mãe com senso de coletividade, como na festa, e acho isso fundamental prá que os nossos filhos não sejam crianças mimadas e egoístas. Acho que daí a Carol achar que a Karen tem o pé no chão - acho que vem desse sendo de coletividade.
    Bom, a Carol conheci através da Karen. Vejo-a como a mãe mais empolgada do mundo, a mais apaixonada pelo filhote. Isso todas somos, mas a Carol é a que mais deixa isso transparecer. Acho que é esse temperamento fogo que a Karen falou. As librianas de ar são mais comedidas nisso - o que não significa menos amor, é claro. A Carol fala o que pensa, e vejo-a como uma mãe espontânea, que aprendeu a ser mãe espontaneamente. Se a Karen parece ter uma experiência anterior com bebês, a Carol parece aprender (e se surpreender) com uma coisa nova a cada dia, ma base da espontaneidade mesmo. E acho que isso é ótimo pro Samuel, que será uma criança espontânea e sincera também. A Carol me emocionou outro dia se abalando até minha casa só prá me ajudar com o Raul ... é essa a espontaneidade de que estou falando, sem esperar nada em troca.
    Enfim, a gente se torna mãe e ganha, além de um filho amado, amigas amadas, que a gente nem imagina encontrar. ;-)
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    1. Nossa, Dani, eu não lembrava dessa cena! Sabe, levei o Mário pra fazer monitoria comigo algumas vezes e uma vez ele me disse:"Karen, vc é uma das poucas pessoas que conheço que é ética. Vc vive o que vc fala pras crianças, vc não manda elas reciclarem o lixo e vira as costas e vai fazer outra coisa. Isso é incrível! Vc não mente pra elas! Até em saci vc acredita!" Fiquei muito feliz ao ouvir isso pq nunca tinha parado pra pensar sobre isso. Realmente, eu sou muito coletivo, e as vezes até sofro com isso. Eu tenho uma dificuldade enorme em tomar decisões sem ouvir a opinião do Mário e de uma amiga. Não decisões instantâneas, mas aquelas que a gente tem um tempo pra pensar.É a segunda vez que ouço isso, porque sozinha não seria capaz de chegar a essa conclusão.Da primeira vez, eu tinha levado uma colega pra trabalhar no acampamento comigo e, na última noite em volta da fogueira, falamos como foi a temporada e homenageamos alguém. Ela começou falando: "eu não gostava dessa pessoa. Mas ela me surpreendeu me chamando pra vir pra cá e aí eu pude conhecê-la um pouco mais e ver como somos parecidas, como é difícil alguém gostar da gente logo de cara, é preciso nos conhecer mesmo pra ver nossas qualidades. Outra coisa que me surpreendeu é como ela vive o coletivo. Tá sempre pensando no grupo, não resolve nada sozinha, o mundo tá na frente das suas escolhas." Gostei de ouvir isso e foi muito bom vc me lembrar Dani!
      Quanto a experiência, apesar do trabalho na creche, sempre fiquei com os mais velhos (4 e 5 anos). Nunca gostei de ficar com os bebês porque eles não conversam, não correm e tem que trocar de fralda toda hora! Eu realmente pensava assim. Mas eu sempre amei crianças e cuidava da Izis (minha sobrinha) a ponto de quando eu casei queria levá-la comigo. Também cantava e trocava fraldas do meu primo Renan e Rômulo.
      Minha faculdade deve ter acrescentado alguma coisa, mas sempre critiquei os "métodos", isso não existe na minha opinião. Li e leio bastante, filtro o que me interessa e daí tento usar (como os palpites que sempre dei pra Bidu e agora com o Raul).
      Por outro lado, sou super desorganizada, bagunceira de carteirinha!E isso eu preciso mudar, principalmente educando um menino, sabendo que não adianta falar, ele vai me copiar.
      Puxa, que legal ouvir coisas boas a nosso respeito! Nunca imaginei ter pessoas tão próximas pra dividir as experiências!(porque agora somos próximas, certo).

      Bjão meninas! E indo na onda das minhas sobrinhas que agora querem ser mano e curtem rap : CUMPLICIDADE E LEALDADE, ENFIM, AMIZADE!
    2. Em primeiro lugar, que comentário lindo! Estou emocionada com os comentários aqui!!! É exatamente isso, Karen... te acho pé no chão... e é como a Dani disse: parece que você tem mais experiência mesmo! Talvez isso esteja em você, seja da sua personalidade. Sorte a nossa!!! Por isso eu sempre deixo claro o quanto eu quero os seus palpites, rsrsrs, são sempre ótimos... são sempre verdadeiros e nos ajudam muito. Que sorte a do Raulzinho ter uma mamãe especial assim... e que sorte a do Samuel e do Raulzão com essa titia por perto... com certeza eles absorverão muitas coisas boas!!! Um VIVA a esse senso de coletividade!!! e que todas nós absorvamos isso também =)
    3. Agora de volta, o Samuel queria mamar, rsrs. Dani, amei tudo o que você disse... eu sei que sou assim mesmo e sempre fui. Eu vejo como intensidade, eu me entrego totalmente para as coisas que resolvo viver... seja um emprego, um relacionamento, um curso, uma amizade... Algumas pessoas me chamam de exagerada... eu sou exagerada sim, mas eu não vejo como algo ruim. Por isso prefiro ver como intensidade ou como espontaneidade. Com a maternidade então, não poderia ser diferente. Essa é a coisa mais intensa que já vivi na vida, é o amor mais forte que já senti... não tinha outro jeito... tinha que transbordar mesmo!!! Acho que é por isso que deixo transparecer tanto, é que transborda... não cabe dentro de mim!!! deve ser esse FOGO mesmo, rsrsrsrs...
    4. Olha, eu acho que nosso trio parada dura está bem com o trio mães-novas. Uma complementa a outra, os pensamentos e personalidades diferentes acrescentam enquanto os iguais multiplicam. Sorte a de nós 3 de termos agarrado a oportunidade de fazer essa amizade crescer! O Ar alimenta o Fogo, o Fogo aquece o ar! Perfeito, não acham?!!
  3. Ai, que lindo! rs! Brincadeira...parabéns a todas mamães de primeira viagem pelo esforço e dedicação! A mamãe do Raulzinho parece mesmo que nasceu pra isso, acompanho diariamente como ela exerce seu dom. Ainda bem, pois eu como pai dou vários vacilos. Eu sabia que a Karen seria uma boa mãe vendo seu relacionamento com nossos cachorros (tão bem cuidados desde o começo, quanto o Raul) sempre carinhosa. Eu só tenho a agradecer: obrigado Karenzinha, você só é a segunda melhor mãe do mundo, porque a primeira é a minha! Bjos!
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  4. Olha só, uma participação super especial!!!!!!! rsrs, adorei!!!! beijos Mário!
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  5. Gente, não se iludam: ele só escreveu isso sob muita, muita pressão e chantagem...rsrsr Brincadeira. kkk

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