terça-feira, 15 de abril de 2014

O bebê de 1 mês -texto 3 blog nas ondas da maternidade


Outro dia a Dani perguntou: até quando ele vai ser um bebê?

Como assim? Com 1 ano ele ainda será um bebê, um bebê de 1 ano, oras. Mas eu entendi. É a ansiedade por saber quando ele fará as coisas que um bebê maior faz, tipo sentar, brincar, tentar falar e etc.

Estudei um pouco sobre o desenvolvimento infantil, mas nunca de bebês. Só sei que a fase mais importante da vida humana é infância. Sempre comparo com uma casa: a fundação e o alicerce é que garantirão se uma construção será forte ou se entrará em ruína com o passar dos anos. Já fui em palestras onde afirmaram que  a falta de respeito em cada fase do desenvolvimento infantil refletirá em doenças na vida adulta. Por isso é importante estimular, mas sempre respeitando os limites físicos, psíquicos e neurais. Não devemos cobrar ou comparar, cada um tem seu ritmo.

Já li também que o bebê precisa da mãe, especificamente da mãe, até o quinto mês. Depois, ele começa a perceber o mundo e outras coisas começam a chamar sua atenção e nós, perderemos a exclusividade.

Meu Raul tá com um mês. Então, vamos ver o que geralmente acontece com o bebê de um mês.
 

Mais adaptado à vida fora da barriga, ele começa a entrar no ritmo da casa. Por isso, é sempre bom deixá-lo em um lugar claro durante as sonecas diurnas, pra ele saber diferenciar o dia da noite. (Eu sempre deixo a cortina escura aberta e a clara fechada, porque muita luz ainda incomoda o Raul, acho que é porque tava escurinho na barriga).

De todos os sentidos, a visão é o menos exigido durante a gestação, por isso é menos desenvolvida. Nesta fase, o bebê é atraído por objetos coloridos e que se movimentam. Aproximar o rosto e ir afastando aos poucos, com movimentos laterais suaves também ajuda no processo de evolução da visão.

Já a audição é o sentido mais desenvolvido, pois o bebê escuta desde o quinto mês de gestação. Cantar suavemente e colocar músicas ajudam ainda mais. Com um mês ele já é capaz de emitir sons e identificar a voz da mãe e do pai. (A Dani tem uma história linda pra contar!) Observe como ele reage diferente quando um estranho se aproxima.

Com um mês ele começa a se dar conta que tem mãos e pés. Toque-os, brinque com eles. Além de ser uma forma de estímulo, o toque ajuda na criação do vínculo e aproxima mãe e bebê.

A cabecinha deve começar a se firmar e o pescocinho vai ficando mais duro. (O Raul parece um pica-pau quando está em pé no meu colo e quer mamar, é engraçado de ver).

Enfim, esse primeiro mês tá voando e pretendo logo postar o desenvolvimento do segundo mês, porque já estamos com quase um mês e meio. Meu Raul parece que já faz manha. É tão novinho, mas as vezes tenho a impressão que ele tá só no charminho pra ganhar um xamego. Eu não ligo, dou colo, peito, canto, passeio... aproveito porque sei que o tempo voa e logo, logo ele estará andando e eu, correndo atrás!




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  1. kkkk ... vc me entendeu, Karen! É tudo culpa da ansiedade em saber como e quando as coisas vão acontecer.
    O meu Raul tb parece um pica-pau procurando meu peito! kkkk Chamo-o de boquinha nervosa, ou de Mr. Magoo (pois ele parece um ceguinho procurando meu peito ... rs)
    Em breve conto a história que vc mencionou, sobre a audição. Vou contar num post sobre as histórias de parto.
    Segue um link sobre brincadeiras que podemos fazer com recém-nascidos:
    http://brasil.babycenter.com/baby/desenvolvimento/brincadeiras-estimulantes/?scid=br_pt_mbtw_baby_post4w
    Responder
  2. hahahaha, adorei o post e o comentário da Dani.. o Samuel também parece um pica pau quando está em pé no meu colo, é muito engraçado!

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